sexta-feira, 25 de maio de 2018

Temer decide usar Forças Armadas para desobstruir rodovias


Presidente Michel Temer anunciará nesta sexta-feira o uso das Forças Armadas - Eraldo Peres / AP

Robson Bonin, O Globo


O governo federal decidiu nesta sexta-feira que vai usar as Forças Armadas para desobstruir as rodovias bloqueadas por caminhoneiros. O anúncio será feito pelo presidente Michel Temer. Além das Forças, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), e a Polícia Militar, vão atuar “onde for possível”. A informação foi confirmada ao GLOBO por fontes no governo.

— A situação de abastecimento é grave. Acordo de ontem ainda não produziu sinais de que o movimento cedeu. A desobstrução agora é inadiável e tem que ser feita rapidamente — disse um interlocutor do governo.

O Comandante do Exército, o general Eduardo Villas Bôas determinou a imediata mobilização de todo o efetivo da força para ser empregada tão logo o presidente Michel Temer realize o pronunciamento anunciando formalmente a operação de desobstrução das ruas ocupadas pelo movimento de caminhoneiros.

O Comando do Exército ainda não foi comunicado formalmente pela Presidência, mas os homens dos diferentes batalhões espalhados pelo país já foram mobilizados.

– O comandante determinou que as áreas fiquem em condições de ser empregadas – disse ao GLOBO um militar ligado ao comando.

Na noite desta quinta-feira, por volta de 22h, o comandante Villas Bôas realizou uma videoconferência com todos os sete comandantes militares de área do Exército – comandos militares da Amazônia, Norte, Nordeste, Oeste, Leste, Sudeste e Sul – para tratar do assunto.

"Cidadãos viram reféns do setor de transporte de carga", por Rachel Landim


Caminhoneiros bloqueiam o rodoanel Mário Covas entre a rodovia Anchieta
e rodovia dos Imigrantes, nesta quinta (24) - Folhapress

Folha de São Paulo

A constituição federal garante aos trabalhadores brasileiros, com algumas exceções, o direito à greve para lutar por melhores salários e condições dignas de trabalho. A lei, no entanto, é clara: a greve é um direito dos empregados e não dos proprietários.
Os donos de caminhões —​sejam autônomos ou transportadoras— não tem direito à greve. O chamado locaute é absolutamente proibido pela legislação. 
A greve que está parando o Brasil  - e que ainda não deu uma trégua nesta sexta-feira (25), mesmo depois do acordo fechado entre o governo e associações de classe  -  é, na verdade, uma queda de braço  entre fornecedores e clientes.
Tudo começou porque a Petrobras alterou sua política e passou a reajustar os preços dos combustíveis seguindo o mercado internacional, depois de anos sendo utilizada pelo governo como âncora para a inflação. Com a escalada recente do petróleo, os reajustes se tornaram praticamente diários.
O setor de transporte de carga não teve outra alternativa a não ser absorver o aumento do custo do combustível, porque a Petrobras, na prática, detém o monopólio do refino de petróleo no país. As distribuidoras até podem importar um volume pequeno de gasolina e óleo diesel, mas a logística é complicadíssima e acaba não valendo a pena.
Digo setor de transporte de carga e não caminhoneiros, porque a figura do motorista autônomo, dono do próprio caminhão, é cada vez menos importante no Brasil. As transportadoras e as cooperativas já respondem por mais de 60% dos caminhões que circulam no país. As maiores chegam a ter mais de mil veículos.
Ao tentar repassar a alta do combustível para o preço do frete, o setor de transporte de carga bateu num muro quase intransponível. As empresas contratantes —fornecedores de alimentos, montadoras de veículos, fabricantes de remédio, etc— simplesmente não aceitaram, porque sofrem com os efeitos da recuperação lenta da economia. E, neste caso, as empresas tem diversas alternativas de contratação de frete. Se subir demais, mudam de transportadora.
Com suas margens de lucro muito apertadas, os caminhoneiros –com apoio velado das transportadoras, que alegam estarem preocupadas com a segurança de motoristas e cargas, mas mantém seus veículos na garagem dando força ao movimento– resolveram parar o país.
A situação dos caminhoneiros é certamente delicada, mas não difere muito de outros segmentos de uma economia ainda em crise. Sem margem de negociação com o cliente, o setor não pode usar os cidadãos brasileiros, que enfrentaram diversos tipos de transtorno nesta semana, como reféns para vencer a queda de braço com o fornecedor. E, principalmente, o governo não deve permitir que isso aconteça.
Raquel Landim
Jornalista formada pela USP, escreve sobre economia e política

Temer anuncia forças federais para desbloquear estradas fechadas por baderneiros. Levou cinco dias para tomar a decisão....

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Palocci diz que MP deu parecer contrário a sua delação

Gabriel Mascarenhas, Veja


Antonio Palocci confidenciou na cadeia que o MP emitiu parecer contrário à sua proposta de delação com a PF. 
Mas ele mantém as esperanças porque quem homologa o acordo é o TRF.

"Desestatização para o Brasil crescer", por Antonio Quintella e Nilson Teixeira

Folha de São Paulo



Economistas defendem a adoção de um amplo programa de desestatização no Brasil. Afirmam que essa agenda ajudará a elevar a produtividade no país, uma transformação crucial para reduzir a pobreza e melhorar a distribuição de renda.

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O Brasil se aproxima de mais um ciclo eleitoral. O governo eleito em 2018 terá a oportunidade de promover mudanças importantes visando reduzir a enorme desigualdade social do país e tirá-lo da retaguarda do crescimento mundial. 
Será preciso conduzir uma grande transformação, com amplas reformas estruturais (na Previdência Social, no sistema tributário e na administração pública) e um conjunto extenso de medidas microeconômicas, que englobam ações voltadas à melhoria das condições de negócios —como reduzir a burocracia, diminuir os entraves à elevação da oferta de crédito e aumentar a abertura da economia.
Essa agenda inclui a adoção de um papel contemporâneo para o Estado, que precisa estabelecer processos de avaliação contínua dos seus programas e assumir uma função menos intervencionista e mais indutora e reguladora da economia, com a retomada de um amplo programa de desestatização.
O desafio que o país enfrenta fica evidente quando se analisa a expansão de nossa economia desde a metade do século passado. 
A renda per capita no Brasil aumentou em média 3,9% ao ano de 1950 a 1980. Nesse período, os ganhos da produtividade do trabalho explicaram 92% da alta, enquanto a elevação da taxa de emprego respondeu pelos 8% restantes.
Ocorre que cerca de 40% desse incremento de produtividade deveu-se ao efeito positivo da realocação da mão de obra do campo para os demais setores —um processo que está praticamente encerrado, pois a produtividade da agricultura já é maior do que a dos serviços que empregam a maior parte da mão de obra.
De 1981 a 2017, por outro lado, o crescimento da taxa de emprego explicou quase toda a alta da renda per capita, enquanto a produtividade permaneceu relativamente estagnada. A economia pouco aberta, o baixo estímulo à competição local, os inúmeros oligopólios, a corrupção e a burocracia excessiva contribuíram para que a renda per capita avançasse em média somente 0,9% ao ano de 1981 a 2010 e para que caísse 0,4% ao ano de 2011 a 2017.
O crescimento da produtividade do trabalho depende, entre outros aspectos, da maior qualificação da mão de obra, da expansão dos investimentos em infraestrutura, da modernização do parque de máquinas e equipamentos e do aumento da eficiência na utilização desses recursos. 
Uma comparação internacional com dados de 2014 da Penn World Table, baseada em uma amostra de 56 países emergentes e desenvolvidos, indica que a eficiência relativa do Brasil é a sétima menor —posição que piorou com a recessão recente.
Vários fatores explicam essa classificação pífia. Por exemplo, o Brasil era o país mais fechado do grupo e ocupava a 41ª posição em termos de integridade do governo. Também estava nas últimas posições em flexibilidade do mercado de trabalho (45ª), resolução de insolvência (43ª), custo de registro de propriedade (53ª), total de patentes por milhões de habitantes (44ª) e facilidade para a abertura de empresas (53ª).
E, infelizmente, nem se pode dizer que os próximos anos serão animadores. Ao contrário, o menor crescimento da população e o seu envelhecimento tendem a reduzir rapidamente a contribuição da taxa de emprego para a alta da renda per capita.
Além disso, como o acesso à educação já foi quase universalizado, a evolução do capital humano dependerá ainda mais da melhoria da qualidade do sistema de ensino. Entretanto, o aprendizado nas escolas dificilmente evoluirá no curto prazo, devido à falta de treinamento e de orientação dos professores e diretores, à dificuldade de implantação de incentivos de desempenho e à má alocação de recursos no setor.
Também parece improvável que a taxa de investimento aumente de forma expressiva nos próximos anos, pois a fragilidade das contas públicas não diminuirá tão cedo nem a poupança privada crescerá o suficiente, a menos que haja uma profunda reformulação do papel do Estado na economia.
A maioria dos países, incluindo o Brasil, realizou programas de privatização nas décadas de 80 e 90, em grande parte buscando o aumento da produtividade das empresas estatais, o ajuste fiscal, a alocação mais eficiente dos recursos públicos e a elevação do bem-estar social.
Diversos estudos [1] publicados até a metade dos anos 2000 corroboram a leitura de que esses programas alcançaram os objetivos desejados, muito embora haja controvérsias sobre sua capacidade de promover uma melhoria do bem-estar social.
Essa crítica considera que a desnacionalização de empresas pode reduzir o volume de serviços e elevar os preços, ainda mais quando se trata de monopólios e não existe regulação adequada. 
Os programas de desestatização não progrediram muito desde então. Apesar dos esforços em diminuir o papel do Estado na economia, o número de estatais, mesmo em países desenvolvidos, continua elevado. 
De acordo com estudo de 2017 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, composta por países desenvolvidos e alguns emergentes, os integrantes do grupo, em conjunto com Arábia Saudita, Argentina, Brasil e Índia, possuíam juntos cerca de 2.400 estatais, com valor de mercado de US$ 2,4 trilhões (cerca de R$ 8,5 trilhões). 
Entre os países com mais estatais, destacam-se Hungria (370 estatais), Índia (270), República Tcheca (133), Letônia (128), Polônia (126) e Eslováquia (113). No caso do Brasil, o estudo assinala 134 estatais da União, mas o Observatório das Estatais da Fundação Getúlio Vargas estima o total dessas empresas no país em 438, das quais 144 seriam da União.
Um grande número dessas estatais teve origem em monopólios relacionados aos setores de energia, transportes, telecomunicações e finanças. Sua sobrevivência se deve ao desejo dos diversos governos de manter um forte controle sobre áreas estratégicas, em particular nos serviços públicos.
No Brasil, o Estado-empresário ainda ocupa posição de destaque em várias áreas. Detém o monopólio ou, ao menos, forte concentração da produção ou da provisão de serviços em diversas atividades.
O programa de desestatização, interrompido no início da década passada, precisa ser retomado com urgência, ainda mais em um ambiente de nefasta influência da política pequena e de recorrentes casos de malfeitos nas estatais.
As decisões estratégicas dessas empresas —como parcerias, aquisições ou fusões— têm sido bastante prejudicadas por toda a burocracia envolvida. Além disso, o custo de permanecer sob controle do Estado não se restringe a questões de gestão.
Os seus investimentos, por exemplo, têm sido contingenciados para que o setor público cumpra as metas fiscais. Em um ambiente assim, a cobertura da telefonia dificilmente teria alcançado a atual abrangência se o sistema ainda fosse controlado por estatais.
Os ganhos de produtividade não têm relação com uma suposta superioridade dos funcionários do setor privado em relação a servidores públicos e de estatais. A dificuldade de aprovação nos concursos atesta a qualidade dos quadros, pelo menos na época do seu ingresso.
Além disso, após a privatização, muitas empresas fizeram alterações relevantes apenas nos principais cargos executivos. Com alguns rearranjos internos, a maioria dessas companhias rapidamente alcançou desempenho bem superior ao anterior. Há diversos exemplos dessa dinâmica, como a Vale, empresas químicas, de telefonia e siderurgia.
Apesar de muito bem-sucedidos de uma maneira geral, os programas de desestatização implementados no Brasil não impediram o surgimento de problemas em algumas empresas privatizadas. Todavia, as soluções foram certamente mais rápidas e eficientes do que seriam caso essas empresas tivessem continuado como estatais, pois não envolveram processos conduzidos perante diversos órgãos públicos e, principalmente, não foram influenciadas por decisões políticas.
Caberá ao novo governo promover um reordenamento do conjunto de estatais, com a privatização da maioria, além de fusão ou mesmo extinção definitiva de outras, haja vista que muitas delas sobrevivem somente por causa de questões políticas, judiciais ou burocráticas. 
A discussão sobre essa reformulação precisa ser ampla, abrangendo inclusive estatais não ligadas ao segmento industrial e de serviços tradicionais (como rodovias, aeroportos, serviços postais e abastecimento de água e esgoto).
A incorporação de setores de seguridade social, saúde, educação e segurança em programas de desestatização também precisa ser debatida, mesmo que de forma complementar aos atendimentos públicos existentes. 
A implementação de uma reforma administrativa, a recuperação e a expansão das agências de regulação e a liberalização de mercados são parte integrante dessa reestruturação.
O mais sensato para o Brasil seria promover um profundo debate para conscientizar a sociedade sobre os benefícios de redefinir o papel do Estado na economia. Essa discussão é ainda mais premente para os casos das empresas mais emblemáticas, como a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa. 
O governo ganhará credibilidade se promover uma campanha demonstrando à população que, como no caso da Telebras na década de 1990, a desestatização traz ganhos de bem-estar para os consumidores, ao mesmo tempo em que reduz os riscos de interferência política nas empresas.
Um amplo programa de desestatização alavancará a produtividade no país, contribuindo para uma alocação mais eficiente dos recursos públicos no médio prazo em temas mais relevantes para população, como a melhoria da educação, saúde e segurança pública. 
Essa agenda de transformação será crucial para reduzir a pobreza e melhorar a distribuição de renda. Será assim que o Brasil avançará para se tornar uma economia mais justa e desenvolvida. Isso é o que todos queremos. 
[1] Um exemplo é o trabalho “From State to Market: A Survey of Empirical Studies on Privatization” (do Estado ao mercado: uma pesquisa de estudos empíricos sobre privatização), de William Megginson e Jeffry Netter, publicado no Journal of Economic  Literature em 2001.

Antonio Quintella é mestre pela London Business School, é sócio-fundador da Canvas Capital.
Nilson Teixeira é doutor em economia pela Universidade da Pensilvânia.

Depois de cancelar encontro, Trump diz estar conversando com Coreia do Norte

Folha de São Paulo


WASHINGTON
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (25) que "estamos conversando agora" com a Coreia do Norte, um dia depois de cancelar o encontro com o ditador Kim Jong-un, que aconteceria no próximo dia 12 de junho.
O presidente dos EUA, Donald Trump, deixa a Casa Branca nesta sexta-feira (25)
O presidente dos EUA, Donald Trump, deixa a Casa Branca nesta sexta-feira (25)
Susan Walsh/Associated Press
"Todo mundo faz joguinhos", disse o republicano. Os comentários vêm depois de a Coreia do Norte ter dito, também nesta sexta-feira, que segue disposta a dialogar com os EUA.
Trump disse que é inclusive possível que a data de 12 de junho seja mantida. "Eles querem muito fazer [a reunião], nós também gostaríamos", disse o presidente.
Mais cedo, Trump havia dito no Twitter que a resposta da Coreia do Norte à sua carta do dia anterior cancelando a reunião havia sido "calorosa e produtiva". Na carta, o presidente havia condenado a "tremenda raiva e hostilidade aberta" de Pyongyang.
O tom dos dois lados era mais leve nesta sexta. "Reiteramos aos Estados Unidos a nossa disposição de nos sentar frente a frente a qualquer momento para resolver o problema", disse im Kye-gwan, vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, em um comunicado publicado pela agência oficial KCNA. Ele afirmou ainda que o próprio ditador "também disse que uma reunião com o presidente Trump poderia representar um bom começo e dedicou esforços para prepará-los."
O cancelamento da reunião por Trump nesta quinta-feira (24) vem depois de semanas de idas e vindas entre os países sobre os termos do encontro. 
Na quinta, a Coreia do Norte anunciou a destruição de um local de testes nucleares, mas nos últimos dias declarações de autoridades de Pyongyang vinham mostrando frustração com a completa desnuclearização exigida pelos EUA.
A Casa Branca também vem mandando sinais contraditórios; horas depois do cancelamento da reunião, Trump disse acreditar que Kim Jong-un "quer fazer a coisa certa". Mas autoridades do governo dizem que Pyongyang vem voltando atrás em promessas antes do encontro entre os líderes —os EUA queriam, por exemplo, a presença de inspetores na destruição do local de testes nucleares, mas a Coreia do Norte só permitiu a presença de jornalistas.

Bruna Lombardi diz que não se pode reclamar da violência em um país em que a elite rouba

Alberto Ricelli (E), Bruna Lombardi e o filho do casal, Kim Ricelli (D) no vídeo em que falam sobre o assalto

Alberto Ricelli (E), Bruna Lombardi e o filho do casal, Kim Ricelli (D) no vídeo
em que falam sobre o assalto - Reprodução YouTube
Folha de São Paulo
Bruna Lombardi, 65, Alberto Ricelli, 71, e o filho do casal, Kim Ricelli, 37, falaram em um vídeo sobre o assalto que sofreram na quarta, 23 de maio. As imagens foram compartilhadas na manhã desta sexta (25) no canal da atriz no YouTube. 

A família teve a casa no Morumbi, bairro da zona oeste de São Paulo, invadida por sete homens, que portavam armas e chegaram em três carros. No boletim de ocorrência, registrado no 34º Delegacia de Polícia de São Paulo, consta que os assaltantes "renderam o vigia, deixando-o por aproximadamente 30 minutos em um dos carros, enquanto entraram na casa e roubaram alguns pertences."

Lombardi agradeceu as mensagens de apoio e solidariedade que recebeu dos fãs e amigos. Ela disse não guardar mágoas ou rancor do que aconteceu porque acredita que seja fruto da realidade socioeconômica brasileira.

"Em um país em que a elite rouba descaradamente grandes quantias e grandes fortunas, a gente não pode reclamar da violência. A gente não pode reclamar daqueles que vão invadir nossa casa, porque eles têm um exemplo dos poderosos fazendo isso todos os dias, impunemente."

Kim afirmou que ninguém da casa se feriu, e todos da família e os funcionários passam bem. Para ele, o mais chocante foi perceber que a violência pela qual passou afeta muitas outras pessoas.

"Eu tinha acabado de chegar no Brasil e fui acordado com isso [...] Você ter a sensação de não estar seguro na sua própria casa é um susto e você pensa que isso é a realidade diária de muita gente. Quero passar minha compaixão para todos que passam por essa situação."

Como a mãe, o ator disse que não guarda ressentimentos das pessoas que assaltaram sua casa. "É um sofrimento também você estar nesta situação de ter que fazer isso. São pessoas desesperadas."

Alberto Ricelli se pronunciou ao final, acrescentando que, durante um assalto, é de extrema importância que a pessoa mantenha a calma. Para ele, violência gera violência e "reagir pode ser o estopim para uma coisa ruim".

Lombardi e Riccelli se conheceram nos bastidores da novela "Aritana", que foi ao ar na TV Tupi em 1978. O casal está junto há 37 anos e tem um filho, Kim Riccelli, 37. 

Em 2011 o casal protagonizou o filme "Onde Está a Felicidade?", uma comédia roteirizada, dirigida e também encenada por Lombardi. A atriz é constantemente lembrada com um ícone de beleza de sua geração. Em suas redes sociais, ela relembra os trabalhos como modelo e mostra ainda hoje que boa aparência não é questão de idade. 

Em 2015, Bruna lançou um de seus livros mais conhecidos, "Jogo da Felicidade". Como autora, também publicou uma coletânea de poesias em "Poesia Reunida" em 2017. No mesmo ano, como roteirista, escreveu a série "A vida Secreta dos Casais", exibida pelo HBO.