sábado, 25 de março de 2017

O candidato ideal

Com O Antagonista

Se Michel Temer for cassado pelo TSE, seu sucessor será escolhido indiretamente, pelo Congresso Nacional.
Isso explica a histeria de Gilmar Mendes contra a PGR e a Lava Jato, além de seu apoio à anistia do caixa dois.

Quem sacou o dinheiro de Lula, o maior corrupto do Brasil

Com O Antagonista


Hilberto Silva explicou ao TSE o que era o Programa B, que aparece nas planilhas da Odebrecht.
O Programa B foi batizado dessa maneira para identificar Branislav Kontic, o assessor de Antonio Palocci preso pela Lava Jato.
Ele era o responsável pelos saques em nome do Italiano e do Amigo.

"As mãos da senhora Dilma têm a mesma cor das mãos do Cunha"

Com O Antagonista


O senador Magno Malta também comentou os depoimentos ao TSE publicados com exclusividade por este site:
"Quando O Antagonista publicou o depoimento de Marcelo Odebrecht, o site revelou a face da Dilma e da 'senhora presidenta arroganta'. Desde o começo do processo do impeachment, a turma dela dizia que Dilma não tinha as mãos sujas de Eduardo Cunha, porque não tinha cometido crime penal. E eu retrucava: 'Ela não cometeu crime penal porque ainda está dentro do foro. Mas quando ela perder o mandato e o manto do foro, nós veremos - principalmente a partir das declarações de Marcelo Odebrecht - que as mãos da senhora Dilma têm a mesma cor das mãos do Cunha'."

China, Chile e Egito reabrem mercados para importação de carne brasileira

Lu Aiko Otta - O Estado de S.Paulo

Com fim da suspensão chinesa, ministro acredita que Hong Kong também deve liberar a entrada da carga brasileira

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, confirmou há pouco ao Estado que a China reabriu o mercado para importação de carne brasileira. Ele avaliou que essa decisão é um ponto de inflexão na crise aberta após as revelações da operação Carne Fraca, da Polícia Federal.  
Também neste sábado, o ministro da Agricultura do Egito anunciou a retomada da importação de carne brasileira, mas ressaltou que os carregamentos de navios estarão sujeitos a inspeção tanto na saída quanto na chegada do país. Outro país a liberar a entrada dos alimentos hoje foi o Chile, que manteve a restrição apenas aos 21 frigoríficos investigados pela PF
Os desembaraços aduaneiros na China, que estavam suspensos,  serão retomados a partir da segunda-feira, com algumas restrições. Serão bloqueados os produtos fabricados na SIF350, planta da JBS localizada na Lapa, no Paraná. Além disso, também ficaram retidos os produtos que tiverem os certificados assinados por pessoas investigadas. "São sete fiscais que têm problema, e todas as cargas que eles assinaram estão suspensas. O resto está liberado", explicou.

14 perguntas e respostas sobre a Operação Carne Fraca

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Para Maggi, a liberação da China "era uma batalha importante" devido à influência sobre outro mercado. "Acho que Hong Kong, como é um entreposto, tem muito mercado com a China. Se a China nos liberou, não tem porque eles nos manterem suspensos. Foi importante por todo o trabalho que foi feito essa semana."
Agora, o próximo objetivo do governo é ir "atrás dos mercados que ainda não retomaram (a importação da carne brasileira)". 
Em nota asinada por Maggi, o ministério informou que a reabertura ao mercado brasileiro é um atestado categórico da solidez e qualidade do sistema sanitário brasileiro e da vitória da capacidade exportadora do País. "A China nunca fechou o mercado aos nossos produtos, mas apenas tomou medidas preventivas para que tivéssemos a oportunidade de oferecer todas as explicações necessárias e garantir a qualidade da nossa inspeção sanitária", disse o ministro. 
Confiabilidade do sistema. O presidente Michel Temer distribuiu nota oficial neste sábado, 25, para comentar a reabertura da China à carne brasileira. "A decisão do governo da China de reabrir o seu mercado à proteína animal produzida no Brasil é o reconhecimento da confiabilidade de nosso sistema de defesa agropecuária", disse o presidente, para quem, "o País construiu grande reputação internacional neste segmento".
Temer ainda avaliou que o posicionamento chinês confirma todo trabalho de esclarecimento "levado a termo" pelo governo brasileiro nestes últimos dias, após a deflagração da Operação Carne Fraca da Polícia Federal, que revelou esquema crimonoso de pagamento de propina e liberação irregular de licenças envolvendo fiscais do Ministério da Agricultura e frigoríficos.

"Agradecemos o gesto do governo do presidente Xi Jinping. Temos uma parceria que gerou muitos frutos e, com certeza, muitos ganhos ainda teremos com a sólida relação bilateral entre nossas nações", afirmou Temer na nota. "Estamos plenamente confiantes que outros países seguirão o exemplo da China", acrescentou./COLABOROU LUCI RIBEIRO


A implosão da carne

A operação da PF expôs a corrupção – e não a má qualidade dos frigoríficos brasileiros. As repercussões na economia, porém, foram devastadoras



Julio Lopes recebeu R$ 600 mil, dizem delatores da Odebrecht


O deputado federal Júlio Lopes (PP-RJ), ex-secretário estadual de Transportes do Rio - Agência Câmara 23/02/2016

Thiago Herdy - O Globo


Pagamento estaria relacionado à defesa de interesses da empreiteira


Ex-secretário estadual de Transportes do Rio, cargo que ocupou de 2007 a 2014, o deputado federal Julio Lopes (PP-RJ) recebeu, em dinheiro, pelo menos R$ 600 mil da Odebrecht em 2014, segundo o relato de dois ex-executivos da empreiteira que fizeram acordo de colaboração premiada com a Lava-Jato. Segundo os delatores, Lopes procurou a Odebrecht na véspera das eleições, cobrando apoio sob a alegação de que teria defendido interesses da empresa em obras do governo do estado.

Os pagamentos teriam sido feitos ao então candidato a deputado federal por meio do setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, responsável por fazer repasses ilegais. De acordo com os executivos, os pagamentos foram autorizados pela Odebrecht e informados aos funcionários do setor que disponibilizava os recursos em dinheiro, entregues mediante informação de uma senha específica.

Não há registro de doações oficiais da Odebrecht a Lopes, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O sistema de prestação de contas de candidaturas informa que o parlamentar recebeu R$ 3,3 milhões em doações oficiais nas eleições de 2014.

Por meio de nota, o deputado federal Julio Lopes (PP-RJ) informou desconhecer o conteúdo das delações da Odebrecht e as “supostas acusações” e, por isso, disse não iria comentá-las. “Durante os sete anos em que foi gestor da Secretaria de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, o deputado Julio Lopes trabalhou unicamente em defesa dos interesses do estado”, diz a nota.

O texto do deputado informa ainda que, em relação “às doações recebidas nas campanhas eleitorais disputadas pelo parlamentar”, Julio Lopes “ratifica que atuou e atua exclusivamente dentro da legalidade, e que as mesmas foram devidamente declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral”.

Na última semana, Lopes já se dizia “tranquilo” sobre a notícia de abertura de investigação em relação a ele. O ministro relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, deverá decidir sobre a instauração de inquérito para investigar os pagamentos da Odebrecht ao deputado, já que ele tem foro privilegiado.


NA LISTA DE JANOT

No último domingo, O GLOBO revelou que o deputado federal é um dos nomes citados em delações da Odebrecht e alvo de pedido de inquérito do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Lopes teria defendido interesses da empreiteiras em obras como a construção da Linha 4 do Metrô (Ipanema-Barra da Tijuca) e do Arco Metropolitano do Rio, ambos executados durante o governo de Sérgio Cabral, hoje preso em Bangu.

Investigadores da Lava-Jato acreditam que a prisão de Luiz Carlos Velloso, ex-chefe de gabinete de Lopes na Secretaria de Transportes, poderia acrescentar provas sobre o envolvimento do deputado em esquemas de desvios de recursos nas obras e operação da Linha 4. Na ocasião, Lopes disse que a gestão dessa linha teria sido feita pela Casa Civil do governo Sérgio Cabral e não pela Secretaria de Transportes.

Carlos Velloso e Heitor Lopes de Souza Júnior, ex-diretor da Companhia de Transportes sobre Trilhos do Rio de Janeiro (Riotrilhos), foram presos durante a Operação Tolypeutes, promovida pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal. Eles são acusados de receber propinas de 0,25% e 0,125% sobre valor do contrato da obra metroviária.

Carlos Velloso, que conhece Lopes há pelo menos 30 anos, é apontado na política fluminense como braço-direito do deputado. Seu nome surgiu na investigação após acordo de leniência da empresa Carioca Engenharia, integrante do consórcio Rio-Barra, que fez as obras do metrô, em conjunto com a Queiroz Galvão e com a Odebrecht.


 


China retoma procedimentos de importação de carne brasileira nesta segunda-feira

Vivian Oswald - O Globo



Fábrica da JBS no Texas - Arquivo

PEQUIM - A China retoma nesta segunda-feira os procedimentos de importação de carnes brasileiras. A decisão ainda não foi anunciada oficialmente, mas já foi tomada e informada por mensagem às aduanas, segundo informações obtidas pelo GLOBO junto a fontes de mercado. Há quase uma semana, Pequim decidiu reter todos os carregamentos de carnes do Brasil que desembarcavam nos portos chineses até segunda ordem. Mas, em momento algum, chegou-se a decretar formalmente a suspensão das importações, como fizeram outros países, e a região administrativa especial de Hong Kong.
Horas depois do anúncio feito pela China, o Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária divulgou nota, na qual afirma que a decisão do governo chinês pode ser vista como um atestado categórico da solidez e qualidade do sistema sanitário brasileiro e uma vitória da capacidade exportadora do Brasil.

A decisão está sendo vista como um alívio para os importadores, sobretudo depois que os chineses anunciaram um grande acordo com a Austrália abrindo o mercado de carnes para a atuação de 59 frigoríficos de carnes vermelhas. Até então, somente 11 estavam autorizados a vender na China.

Para tentar reverter o impasse com os chineses por causa da operação Carne Fraca, que bloquearam totalmente a importação de carne brasileira, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, estava se preparando para viajar ao país nos próximos dias.
Na prática, as retenções começaram a ser feitas no próprio dia em que foi deflagrada a operação "Carne Fraca" e ainda afetaram contêineres que já haviam sido inspecionados pelas autoridades locais e esperavam apenas a liberação dos certificados que liberavam as mercadorias para a venda no mercado.
Antes de decidir retomar os procedimentos de importação, as autoridades chinesas resolveram desabilitar o SIF530 da Seara. Este era o único frigorífico brasileiro entre os 21 que estão sendo investigados pela Policia Federal que estava exportando para o mercado chinês. Isso significa que as vendas da planta para a China não estão apenas suspensas; o estabelecimento foi “banido”.
As mercadorias desta unidade devem levar anos para voltar à mesa dos chineses, segundo fontes ouvidas pelo GLOBO. Não há acusação de carne podre, uso de materiais indevidos, problemas de embalagem ou aditivos químicos sobre os produtos da Seara. Mas, aos olhos chineses, a companhia obteve o certificado sanitário por meios questionáveis e pode prejudicar a saúde do consumidor.
O Brasil nunca exportou tanto para a China. Foram cerca e US$ 2 bilhões somente no ano passado. Hoje, o Brasil tem 65 plantas habilitadas para vender para a China, das quais 57 estão autorizadas a fazê-lo neste momento.

A verdade é que, na prática, nem quem está autorizado está podendo exportar. Desde a sexta-feira passada, a ordem é reter todas as carnes vindas do Brasil nos portos. 

Aproximadamente 58 mil toneladas de carnes terão sido impedidas de entrar no país até a liberação na segunda, ou o equivalente a 21dias das exportações brasileiras para o mercado chinês entre carnes de frangos, suínos e bovinos.