sábado, 18 de novembro de 2017

Custando até R$ 7.799, iPhone X chega ao Brasil em 8 de dezembro

IPhone X
Com o iPhone X, a Apple comemora o aniversário de dez anos de lançamento de seu primeiro smartphone, em 2007 (Apple/Reprodução)

Veja


A Apple já definiu a data de lançamento do iPhone X no Brasil. O aparelho top de linha da marca começa a ser vendido no país a partir de 8 de dezembro.

No fim de outubro, a Apple anunciou o preço de venda do celular. O iPhone X vai custar de 6.999 reais a 7.799 reais, dependendo da capacidade de armazenamento – 64 GB ou 256 GB.

Com esse preço, a Apple continua a ser a empresa que tem o celular mais caro à venda no país. O Galaxy Note 8, da Samsung, foi lançado no país por preços que variam de 4.399 reais (64GB) e 4.799 reais (128 GB).

Com o iPhone X, a Apple comemora o aniversário de dez anos de lançamento de seu primeiro smartphone, em 2007. O X corresponde ao número dez em algarismo romano – ou 10 (em inglês).

O novo aparelho tem telas de bordas infinitas, que ocupam quase toda a parte frontal do celular. O novo modelo não tem o botão redondo frontal, que serve para desbloquear ou voltar à tela inicial. O desbloqueio agora será feito por meio de reconhecimento facial. A tecnologia permitirá o reconhecimento inclusive no escuro ou se o usuário estiver usando acessórios, como óculos ou chapéu.

IPhone X (Apple/Reprodução)


Ex-presidente Piñera é favorito

O candidato à Presidência do Chile, Sebastián Piñera, ao lao de sua esposa, Cecilia, durante campanha, em Santiago - 14/11/2017 (Ivan Alvarado/Reuters)


Angela Nunes, de Santiago - Veja


Faltando poucas horas para o primeiro turno das eleições no Chile, nada nas ruas indica que o país esteja prestes a escolher o próximo presidente. Há pouco movimento na capital. Não há carros de som, cartazes ou panfletos. Os turistas desavisados nem imaginam que neste domingo, quatro anos depois de eleger Michelle Bachelet, o Chile deve repetir a mesma dança do final do primeiro mandato da socialista, em 2010, quando escolheu o centro-direitista Sebastián Piñera para sucedê-la.

O milionário ex-presidente, que governou o país até 2014, lidera as intenções de voto, com 34,5%, segundo o Centro de Estudos Públicos (CEP). É uma posição confortável que, embora não evite uma decisão no segundo turno, limitará fortemente as chances de uma reviravolta.

Parte do marasmo em relação ao pleito é resultado da mais recente legislação eleitoral, de 2015, que estabeleceu limites para os gastos em campanhas e proibiu a propaganda nas ruas.

Outra parte da responsabilidade está na legislação que acabou com o voto obrigatório. Dos 14,3 milhões de convocados a votar este ano, apenas 6,5 milhões – 45% do total – devem comparecer às urnas, segundo a expectativa do governo.

Na eleição presidencial de 2013, a primeira com voto facultativo e que abriu um segundo mandato para Bachelet, apenas 41% dos chilenos foram votar. Mais tarde, o baixo comparecimento gerou problemas de legitimidade para Bachelet. Como teve 62% dos votos, na prática ela só contou com o apoio de 26% dos eleitores. Uma simples análise matemática levaria à conclusão de que a presidente deveria ir devagar com o andor, uma vez que a maioria dos eleitores não depositou nela suas esperanças. Não foi o caso. Desde seu primeiro dia volta ao palácio La Moneda, Bachelet perseguiu uma intensa agenda de reformas, o que desagradou boa parte da população.

Em Santiago, não se vê uma única pessoa com camiseta de partido político, nem se ouvem comentários sobre os candidatos. “O desinteresse é geral, não vemos chances reais de mudar alguma coisa”, diz a universitária Eloisa Alberdi, de 21 anos, que pretende votar na senadora Carolina Goic.

A candidata ocupa a quarta posição na corrida eleitoral, com apenas 5% das intenções, e é dirigente do Partido Democrata Cristão, que integrou a coalizão que apoiou Bachelet. Questionada se a senadora governista representa a mudança desejada, Eloisa, com um suspiro conformado, diz apenas que “ela ao menos tem caráter”.

“No segundo turno, vou votar em branco”, completa Eloisa, referindo-se ao cenário mais provável, entre Piñera e o jornalista e senador Alejandro Guillier, que tem 17,5% das intenções.

A estudante não é a única a destacar um desapontamento geral com os candidatos, sentimento que explica o grande número de indecisos. A vendedora Marcela Miranda, de 48 anos, pretende votar amanhã, mas ainda não tem certeza de em quem vai depositar sua confiança. “Acho que no Piñera”, diz. Para ela, a única certeza é que o próximo presidente precisa romper com políticas implantadas por Bachelet.

“A questão dos imigrantes para mim, é uma das mais críticas. A da educação também é muito séria”, diz, referindo-se ao aumento do número de refugiados que chegam no país e à reforma educacional, umas das principais promessas de campanha da presidente.

Gilmar Mendes e a síndrome de Estocolmo invertida

Juan Arias, El País


O que acontece com o magistrado do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes?

A pergunta é feita por pessoas nas ruas, psicanalistas, bem como por mais de um de seus colegas de toga.

Ao saber, por exemplo, que sou jornalista, enquanto esperava um ônibus, um senhor de meia-idade que nem se lembrava muito bem do nome do magistrado me perguntou, sem muita sutileza, o que eu pensava “desse juiz que solta os corruptos importantes, é contra a Lava Jato e defende o trabalho escravo".

Diante de algumas das atitudes do juiz em relação a seus próprios colegas, ou contra a Procuradoria-Geral, ou diante da superioridade que mostra na hora de opinar, há quem pense que poderia estar sofrendo da síndrome de Hubris, descrita pelo britânico David Owen, que pode afligir aqueles que exercem o poder.

Trata-se de "um comportamento irresponsável, próximo à grandiosidade e ao narcisismo", escreve o psiquiatra espanhol Manuel Franco.

Homem esquece onde estacionou carro e encontra veículo 20 anos depois

Com O Estado de São Paulo


Em 1997, ele estacionou o carro e, ao não encontrá-lo, achou que tivesse sido roubado, até que o veículo foi encontrado nesta semana
                                          

Dono não lembrava onde havia estacionado e achou que seu carro tivesse sido roubado. 
Dono não lembrava onde havia estacionado e achou que seu carro tivesse sido roubado.  Foto: Pixabay




Em 1997, um alemão de Frankfurt fez um boletim de ocorrência alegando que seu carro havia sido roubado. Nesta semana, 20 anos depois, o carro foi encontrado e a polícia descobriu que, na verdade, o homem nunca foi roubado: ele só havia esquecido onde havia estacionado o veículo. As informações são do jornal Augsberger Allgemein.

O automóvel foi encontrado em uma garagem em um prédio industrial antigo que está prestes a ser demolido. O carro estava atrapalhando a demolição e, por isso, os donos chamaram a polícia para saber quem era o dono. Então a polícia descobriu que o automóvel era do homem que havia reportado o roubo há 20 anos e o informou.


Depois de tanto tempo, porém, o carro não funciona mais. "O carro não pode mais ser dirigido e será enviado ao ferro-velho", disseram as autoridades de Frankfurt ao jornal. O dono tem, hoje, 76 anos de idade.

Para aumentar exportação é preciso importar mais

Douglas Gavras e Lu Aiko Otta, O Estado der São Paulo


A Embraer é um exemplo positivo recorrente quando especialistas tentam explicar o quanto a indústria brasileira ainda precisa evoluir em sua inserção nas cadeias de comércio global.

Para Sandra Rios, do Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento (Cindes), o sucesso da empresa no mercado internacional é impulsionado por ela contar com condições internas que a ajudam a competir internacionalmente. “A Embraer se desenvolveu mirando o mercado internacional, concentrando-se no conhecimento e desenho de aeronaves.”


A fabricante participa de regimes aduaneiros, como o “drawback” e o Recof. Esses sistemas servem para suspender ou eliminar tributos sobre insumos importados que são utilizados na fabricação dos aviões que a empresa vai exportar depois.

Dados mais recentes, de 2011, mostram que entre os fornecedoras de peças e componentes para o cargueiro KC-390 há uma forte presença de empresas estrangeiras: elas fabricaram do sistema de radar ao ar-condicionado da aeronave.

De acordo com a Embraer, a utilização expressiva de componentes importados na fabricação de suas aeronaves é algo comum no setor. “Poucos fornecedores conseguem prover componentes e peças com as especificações necessárias (para a fabricação dos aviões).” Em paralelo, a empresa diz manter iniciativas para desenvolver a cadeia de produtores nacionais.

Exportações da Whirlpool, dona das marcas Consul e Brastemp, caem 40% em 5 anos

Douglas Gavras e Márcia De Chiara, O Estado de São Paulo


A Whirlpool, dona das marcas Consul e Brastemp, e também fabricante de compressores, é uma das 50 maiores exportadoras de manufaturados do País. A empresa viu suas vendas externas de compressores para refrigeração caírem 40% nos últimos cinco anos. A falta de competitividade dos equipamentos produzidos pelo grupo no Brasil fez a maior fabricante e exportadora de compressores do País perder o mercado americano nesse período.

“Em 2013, abrimos uma fábrica no México para atender aos Estados Unidos, que eram abastecidos a partir do Brasil”, conta o vice-presidente de Relações Institucionais da companhia, Armando Ennes do Valle Júnior. Hoje, a filial brasileira vende o produto a vários mercados, mas não mais para os EUA.


A fabricante não é um caso isolado. Apesar de o total de empresas brasileiras exportando ter aumentando na crise, o crescimento se dá na base, entre as que estão nas menores faixas de valor.

Entre os maiores grupos exportadores, mais de 300 empresas deixaram de atuar na venda para o exterior, entre 2013 e outubro deste ano, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).
Valle diz que falta competitividade nas exportações. Ele lembra que na China, por exemplo, a liberação de uma carga para exportação é feita em seis horas. No Brasil, demora de 24 a 48 horas. “É muito tempo. Tem órgão nos portos que só trabalha em horário comercial.”

Ele aponta o excesso de burocracia, falta de infraestrutura nos portos, a não compensação de impostos e contribuições incidentes na produção, como PIS e Cofins, além de pressões inflacionárias e do câmbio, como fatores que tiraram a competitividade do produto brasileiro em relação aos concorrentes de fora. “Ninguém exporta imposto”, diz o executivo, fazendo referência a outros países.

Além disso, ele lembra que todo exportador de produto industrializado depende de importação para exportar. Ele destaca como obstáculo a complexidade do processo de importação, em que são necessários seis ou sete documentos. “E, para exportar, é exigido outro tanto de documentos”, afirma.

“O Brasil ainda não olha para exportação como uma alternativa importante, que seria fundamental nesse momento de crise”, afirma o executivo. Ele defende um caminho mais rápido para as vendas externas de grandes companhias exportadoras. “Estamos entre os 50 maiores exportadores do Brasil e não podemos ser tratados como uma empresa que está exportando pela primeira vez.”

Apesar de mais de 4.700 empresas terem exportado pela primeira vez no ano passado, segundo o Mdic, as dificuldades de vender para o exterior também afetam as empresas de menor porte. “Há muita dificuldade para lidar com a burocracia. A exportação é um investimento que leva tempo para dar resultado”, diz Camilla França, da BFX Brazil, consultoria para exportadores de primeira viagem.

O fabricante de peças para carros Arthur Solto, por exemplo, teve problemas ao tentar exportar para a América Central. O empresário teria de readequar a produção ao padrão dos países da região e desistiu. Preferiu enfrentar a concorrência maior e, talvez, voltar a exportar à Argentina em 2018.

Considerado um dos países mais fechados do mundo, e sem acordos internacionais, Brasil perde espaço no comércio global

Brasil viu sua participação nas exportações e importações globais cair ainda mais nos últimos seis anos: de 1,4% para 1,1%; governo brasileiro admite que abertura está atrasada


Douglas Gavras e Lu Aiko Otta - O Estado de São Paulo



Sem acordos internacionais de peso e sendo considerado um dos países mais fechados do mundo, o Brasil vem perdendo ano a ano espaço no comércio internacional. O País, que em 2011 chegou a ter uma participação de 1,4% nas exportações e importações globais, viu essa fatia cair para 1,1% no ano passado. Entre os maiores exportadores, chegou a ocupar a 22.ª posição em 2013, mas caiu para o 26.º posto no ano passado, segundo dados da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Embora esteja encolhendo lá fora, o Brasil vive um momento em que exporta bem mais do que compra do exterior. De janeiro a outubro, o saldo foi positivo em US$ 58,5 bilhões – o maior superávit da série histórica. Só que o desempenho se deve, sobretudo, ao crescimento dos preços das commodities. Nos produtos de maior valor agregado, o País ainda sofre com a falta de competitividade.


“Comemorar a alta nas exportações é correto, mas o fato de o Brasil ser fechado cobra um preço caro na qualidade das nossas exportações. Só exporta bem quem consegue importar sem tantas barreiras”, diz a professora da Fundação Getulio Vargas (FGV) Lia Valls.

Especialistas consultados pelo Estado lembram que o Brasil é corretamente retratado pela OMC como uma economia amplamente movida pelo mercado interno. “Temos um mercado consumidor grande e é até natural que as empresas nacionais se voltem para ele”, diz Lia.

Ao se considerar a participação das importações no PIB (indicador construído pelo Banco Mundial), de 12,1% no ano passado, o Brasil acaba figurando na lista dos países mais fechados do mundo. O porcentual é menos de um terço que o do México, por exemplo.


“O baixo grau de integração ao comércio mundial desestimula tanto a inovação quanto a competitividade internacional das empresas”, afirma Sandra Rios, do Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento (Cindes). “Isso reflete a política comercial brasileira, que privilegia o desenvolvimento de uma indústria integrada verticalmente e voltada para o mercado interno.”

O resultado desse cenário é a má alocação dos recursos produtivos, a baixa incorporação de avanços técnicos e a reduzida inserção no comércio internacional de manufaturados. “Na saída da recessão econômica, o País continua dependente do mercado doméstico para a retomada do nível de atividade da indústria”, diz Rios.

Plano B. Com o mercado interno em baixa nos últimos anos, o que os analistas esperavam era que houvesse uma explosão no número de empresas brasileiras exportadoras em todos os níveis, mas isso não ocorreu.

Mais de 300 empresas deixaram de exportar nas maiores faixas de valor, acima de US$ 5 milhões, entre 2013 – quando a recessão ainda não tinha começado – e outubro deste ano. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).

A Whirlpool, dona das marcas Consul e Brastemp, e uma das principais exportadoras de manufaturados do País, viu suas vendas externas de compressores para refrigeração caírem 40% nos últimos cinco anos (leia mais na B3).

O crescimento no número de exportadores ocorreu apenas na base, entre os que comercializaram até US$ 5 milhões no ano. Essas empresas de menor porte foram as que ajudaram a puxar o total de exportadores. Em 2013, 21,8 mil companhias venderam ao exterior, considerando todas as faixas.

Neste ano, até outubro, o total chegou a 24,3 mil.

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), publicada em 2016, ajuda a entender alguns dos problemas do exportador brasileiro para se manter no mercado internacional: custo de transporte e tarifas de portos e aeroportos.

“No passado, a gente reclamava dos países que colocavam barreiras, hoje os maiores entraves são internos”, diz o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. Ele lembra que as exportações brasileiras também são muito concentradas nos países da América Latina. “O Brasil acaba dependendo em dobro das commodities, tanto para melhorar o saldo do País quanto para que seus vizinhos consigam comprar mais produtos brasileiros.”


COLABOROU JAMIL CHADE 

Governo admite que abertura está atrasada

Integrantes do governo brasileiro reconhecem que o País está atrasado em abrir o seu mercado e, com isso, desperdiça oportunidades de crescimento econômico. “Depois da abertura do mercado nos anos 1990, as tarifas de importação caíram muito pouco”, observou o secretário de Acompanhamento Econômico, Mansueto Almeida. 

Ele considera que a maior integração comercial é essencial para impulsionar o crescimento. Citou como exemplo a Embraer, que compete no mercado mundial porque importa o que há de melhor para seus aviões (leia mais abaixo). Uma economia forte, disse, exporta muito, mas também importa muito. 

Essa, porém, não é a realidade de toda a indústria. Setores mais afetados pela competição de importados apontam a elevada carga tributária, a infraestrutura ruim e a falta de crédito para justificar sua fragilidade.

Embora tenha caído duas posições no ranking global do relatório Doing Business, do Banco Mundial, o Brasil avançou dez posições em facilidade de comércio. Isso é resultado dos poucos avanços na implementação do Portal Único na época em que o relatório foi feito, segundo o secretário de Comércio Exterior, Abrão Árabe Neto. O Portal reúne as duas dezenas de órgãos públicos que atuam no comércio exterior. 

O atual governo também busca ampliar os acordos comerciais do Brasil. O maior deles é o do Mercosul com a União Europeia. Estão na mira o Canadá, o Efta (Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein), a Coreia do Sul e os países da Asean (Tailândia, Filipinas, Malásia, Cingapura, Indonésia, Brunei, Vietnã, Mianmar e Laos).