quinta-feira, 25 de maio de 2017

Oprah Winfrey lidera a lista 'Forbes' de celebridades mais ricas dos EUA em 2017

Oprah Winfrey  smiles at the premiere of "The Immortal Life of Henrietta Lacks" in New York
Oprah Winfrey em Nova York, em 18/04/2017 - SHANNON STAPLETON; REUTERS
Folha de São Paulo
Com fortuna de US$ 3,1 bilhões, Oprah Winfrey lidera, entre as celebridades, o terceiro ranking anual da 'Forbes' de empreendedoras dos EUA. Na lista geral, divulgada no dia 17 de maio, a apresentadora é a terceira colocada. 

As cantoras Madonna, Céline Dion, Beyoncé e Taylor Swift, com US$ 580 milhões, US$ 400 milhões, US$ 350 milhões e US$ 280 milhões, respectivamente, também compõem o quadro. 

Para estimar os montantes, a Forbes avalia os bens individuais, o que inclui o valor das ações das celebridades em empresas públicas e privadas. Para essas mulheres sem conexões comerciais, os especialistas baseiam as estimativas em ganhos no decorrer da vida. Entre outros, os setores imobiliário e de arte também foram inseridos na conta dos patrimônios.

Para estrelar o ranking, o critério necessário é que as mulheres sejam americanas ou residentes permanentes no país, e tenham responsabilidade por grande parte de suas fortunas. 

Confira a lista das 9 famosas nas primeiras colocações: 

1. Oprah Winfrey (US$ 3,1 bilhões)
2. Madonna (US$ 580 milhões)
3. Céline Dion (US$ 400 milhões)
4. Barbra Streisand (US$ 390 milhões)
5. Nora Roberts (US$ 365 milhões)
6. Beyoncé (US$ 350 milhões)
7. Danielle Steel (US$ 330 milhões)
8. Judy Sheindlin (US$ 300 milhões)
9. Taylor Swift (US$ 280 milhões)

Com queda em despesas, União tem superavit de R$ 12,5 bi em abril


Em editorial, 'The Economist' diz que é cedo para pedir renúncia de Temer

“A hora é de serenidade, de calma e de cumprimento da lei”, diz Cármen Lúcia a senadores do covil do Lula



Ministra do STF, Cármen Lúcia chamou a atenção para o cumprimento do que está na Constituição - ANDRESSA ANHOLETE / AFP


CAROLINA BRÍGIDO CAROLINA@BSB.OGLOBO.COM.BR



A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, disse nesta quinta-feira a senadores de oposição que “a hora é de serenidade, de calma e de cumprimento da lei”. O grupo foi recebido no gabinete da ministra para falar sobre a ação apresentada ao tribunal contra o decreto presidencial que autorizou o uso das Forças Armadas para reforçar a segurança em Brasília. Durante o encontro, o decreto foi revogado, mas os parlamentares aproveitaram para tratar da crise política no país.

Cármen Lúcia afirmou que o STF não é um espaço político, e sim “uma Casa em que aplicamos o direito” e e recomentou prudência e racionalidade a todos. “Ou o Brasil se salva com a Constituição, ou vamos ter mais problemas”, afirmou. Para a ministra, os agentes públicos têm uma responsabilidade para com o cidadão, “que está angustiado, sofrido, alarmado com tudo”. 

E concluiu: “Se não se acreditar mais nas instituições, poderemos, aí sim, ter crises institucionais sérias”.

A imprensa não assistiu à reunião, mas a assessoria do tribunal divulgou os assuntos tratados à tarde. Aos senadores, a ministra disse que o STF está sempre aberto ao Legislativo e à sociedade. 

“Recebo os senhores quantas vezes precisarem”, disse. “Este prédio é do povo, não é de nenhum de nós”.

Participaram do encontro os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Lídice da Mata (PSB-BA), João Capiberibe (PSB-AP), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ). (sem exceção, todos integrantes do covil do Lula)

Joesley Batista usou gravador mequetrefe, mas comprou vibrador com wi-fi em 2015

Extra


Joesley Batista e Ticiana Villas Boas na saída do sex shop, em NY onde compraram um vibrador moderno Foto: Adriana Spaca / divulgação
Carol Marques

Antes de botar fogo na República, Joesley Batista, o empresário que delatou um esquemão de propina com o suposto aval do presidente Michel Temer, parecia só querer incendiar seu casamento. Se ele usou um gravador mequetrefe para registrar conversas comprometedoras, o mesmo não ocorreu quando se aventurou a comprar, na companhia da mulher, a jornalista Ticiana Villas Boas, um vibrador de última geração.
Joesley Batista e Ticiana Villa Boas em sex shop de NY, em 2015
Joesley Batista e Ticiana Villa Boas em sex shop de NY, em 2015 Foto: Adriana Spaca/divulgação
A aquisição aconteceu em setembro de 2015, no Pleasure Chest, um badalado sex shop no Upper West Side, em Nova York, cidade em que o casal mantém uma cobertura e costumava ir sempre, mesmo antes da delação premiada. O que Joesley e Ticiana não sabiam é que, ao entrar no local, esbarrariam com a fotógrafa Adriana Spaca. “Eu estava de férias, na casa de uma amiga e fomos à loja, que mais parece uma galeria de arte. Quando eles chegaram, ouvi os dois falando em português e me virei para olhar. Os reconheci”, conta Spaca: “Eles não sabiam que a loja era um sex shop, mas já que entraram, ficaram um tempão olhando os produtos”.
Joesley Batista e Ticiana Villa Boas em sex shop de NY, em 2015
Joesley Batista e Ticiana Villa Boas em sex shop de NY, em 2015 Foto: Adriana Spaca/divulgação
Adriana conta que ficou de olho no que os dois compravam. “Levaram um vibrador com wi-fi e alguns lubrificantes em gel“, recorda ela. Pelo brinquedinho erótico, Joesley desembolsou algo em torno de R$ 500, mas produtos similares já foram mostrados em feiras eróticas no Brasil por cerca de R$ 2 mil. O produto pode ser controlado de longe, através do celular conectado.
Joesley Batista e Ticiana Villa Boas em sex shop de NY, em 2015
Joesley Batista e Ticiana Villa Boas em sex shop de NY, em 2015 Foto: Adriana Spaca/divulgação
As fotos de Joesley Batista e Ticiana Villas Boas foram publicadas em setembro de 2015 pelo jornalista Álvaro Leme em seu blog. Na época, o casal não despertava tanta curiosidade e comoção como agora. “Ninguém sabia quem era ele. Quando saiu da loja, era Joesley que levava a sacola preta com os produtos, andando a pé, sem segurança”, relembra Spaca.
Joseley Batista levando a sacola com os produtos eróticos
Joseley Batista levando a sacola com os produtos eróticos Foto: Adriana Spaca/divulgação

Antes de "gravador vagabundo", Joesley comprou vibrador com wi-fi em Nova York

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TV Antagonista no ar



Temer: "Brasil não parou e não vai parar"

Com O Antagonista

Michel Temer divulgou nas redes do Palácio do Planalto um novo pronunciamento -- bem curto.
"Continuamos avançando", diz o presidente.




Miguel Reale Júnior: "Eu preferia o caminho da renúncia"

O Antagonista

Em entrevista ao Estadão, o jurista Michel Real Júnior, um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, disse que há motivos para um pedido de afastamento de Michel Temer, mas defende a renúncia dele.
Vejam este trecho:
Há motivos para pedir o impeachment do presidente Michel Temer?
O conjunto da obra leva, sem dúvida nenhuma, ao enquadramento nas hipóteses do impeachment. Houve uma lesão à moralidade administrativa. Eu preferia, porém, o caminho da renúncia. O Brasil não aguenta mais um processo de impeachment. O processo é doloroso. Paralisa a Câmara e o Senado. O Brasil não pode parar.
O que é mais grave, as pedaladas da ex-presidente Dilma Rousseff ou as denúncias contra Michel Temer?
São fatos completamente diversos e com consequências totalmente diferentes. As pedaladas levaram o Brasil à recessão econômica e à maior crise da sua história. As acusações à Dilma não se restringem às pedaladas. Havia na petição do impeachment a acusação que ela tinha conhecimento de toda a corrupção na Petrobrás e que dava cobertura a diretores da estatal que estavam envolvidos. Nós fazíamos referência à delação do (Alberto) Youssef, mas o Eduardo Cunha excluiu isso da apreciação do impeachment. Ele não queria que fatos do mandato passado fossem apreciados porque pegariam ele na Comissão de Ética. Os fatos relacionados ao Temer são da velha política: conchavo, acerto, empresários desonestos e condutas nada republicanas.

Obama vai a Berlim e diz que nações não devem se esconder atrás de muros

John Macdougall/AFP
Former US president Barack Obama and Chancellor Angela Merkel laugh as they attend a panel discussion on stage during the Protestant church day (Kirchentag) event at the Brandenburg Gate (Brandenburger Tor) in Berlin on May 25, 2017.?Barack Obama attends a panel dicussion with Angela Merkel in Berlin before heading to Baden-Baden to receive a German media prize. / AFP PHOTO / John MACDOUGALL
Angela Merkel e Barack Obama em evento em Berlim

"Os inimigos do Brasil", por Rogério Chequer

Folha de São Paulo


Por mais que o Brasil passe por crise após crise, a cada uma delas temos uma oportunidade de melhorar o país. Mas em cada uma dessas crises, temos os grupos que impedem qualquer progresso. Na crise atual, uma das maiores por que passamos, não é diferente. Há três grupos atuando fortemente para nos levar de volta ao buraco.

Comecemos pelos parlamentares radicais. São aqueles que ainda estão presos a ideologias retrógradas. Disfarçados de defensores do povo, da democracia e dos direitos, são a barreira para qualquer ação de modernização do país. Em nome de um populismo vulgar, ignoram a necessidade de equilíbrio fiscal no país, negam a existência dos déficits gigantescos e protegem a putrefação do nosso sistema trabalhista, já desconectado da realidade. Não importa o tema: se for para modernizar, são contra. E se dizem progressistas.

Se o debate não vai na direção que querem, fogem dele. Apelam para a truculência. Impedem que sessões de debate sejam realizadas, arrancam microfone da mão de presidentes de casas parlamentares e partem para a agressão física. Usam dentro do Congresso Nacional o mesmo conceito de bloquear estradas queimando pneus. Fiquei surpreso quando ouvi de um deles "Vamos fazer de tudo, de tudo, para impedir que as votações sejam retomadas". E estão fazendo, descumprindo regimentos e impedindo o debate democrático, essência da política.

Neste momento, quando o Legislativo tem a incrível oportunidade de manter a serenidade diante da crise presidencial, se portar como um poder independente que trabalha para o bem do país, e não para si mesmo, e começar a sair da lama em que se enfiou, consegue se afundar mais ainda nela. E levar o país inteiro junto. Que percam daqui para frente, e isso só depende de nós, eleitores, todas as eleições a que concorrerem.

O segundo grupo são os vândalos pró-Lula. É o resquício dos pelegos sindicais, alimentados com fortunas pelos governos petistas, que criaram neles o seu braço de violência urbana. Foram batizados malandramente de movimentos sociais, termo que a imprensa irresponsavelmente adotou. Não há nada de verdadeiramente social ali. Bem remunerados, seja com dinheiro, favores, promessas ou só pão com mortadela, estiveram sempre de prontidão para criar a sensação de massas nas ruas, babando diante de Lula e Dilma nos palanques. Espontaneidade zero.

Recém destituídos do fluxo financeiro do governo central, eles estão sendo dizimados. Para tentar manter a impressão de poder, utilizam agora de violência crescente. Sem esses grupos, não teria havido agreve fake do dia 28/4. Sem eles, Lula não teria nem cem pessoas nos seus discursos de rua. Para que sumam do mapa, e parem de atormentar um Brasil que quer produzir e se modernizar, temos que acabar com seu cordão umbilical remanescente: o imposto sindical obrigatório.

Para finalizar, temos o grupo dos empresários covardes. São aqueles que pregam um Brasil melhor, mas nada fazem para mudá-lo. Muito pelo contrário: ao primeiro sinal de novo presidente, colam-se nele e em seus asseclas para sugar o que for possível do país. Fizeram isso com Lula, Dilma, Temer, o triunvirato que comanda o país há 14 anos.

Essa classe de empresários acaba de ter seu momento maior: os irmãos Batista. Na sequência mais inescrupulosa da história moderna, tomaram R$ 11 bilhões de empréstimos do BNDES, dinheiro de impostos do povão, para comprar empresas e poder. Viraram os operadores financeiros do Legislativo e do governo. Ligavam quaisquer dois pontos de corrupção da República. Com nosso dinheiro, transformaram-se no cheque especial dos políticos. Somos nós, você e eu, que estamos pagando os juros, e exigimos e que esse acordo de impunidade feito com o PGR seja ajustado.

Há uma atitude específica para combater e enfraquecer cada um desses três grupos de interesse que emperram o Brasil. Para evitar novos esleys, identifique outros empresários que fazem o mesmo, em escala menor; deixe de fazer negócios com eles, ou consumir seus produtos. Para evitar o grupo de violência pró-Lula, apoie o fim do imposto sindical, seu tubo de oxigênio. E para limpar o Congresso, preste atenção em cada notícia, e guarde os nomes dos políticos que devem ficar no passado, no ostracismo ou na cadeia. Ajudaremos criando listas. Aguarde

Moro absolve Cláudia

Ricardo Brandt, Fausto Macedo - Julia Affonso - O Estado de São Paulo


Juiz da Lava Jato livra da cadeia mulher de Eduardo Cunha, 

ex-presidente da Câmara, acusada pela força-tarefa do 

Ministério Público Federal por lavagem de dinheiro e 

evasão de divisas; magistrado apontou falta de provas



Foto: Divulgação
O juiz federal Sérgio Moro absolveu nesta quinta-feira, 25, a mulher do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Cláudia Cruz, dos crimes de lavagem de dinheiro e de evasão fraudulenta de divisas, em processo na Operação Lava Jato. O magistrado apontou ‘falta de prova suficiente de que (Cláudia Cruz) agiu com dolo’ ao manter conta na Suíça com mais de US$ 1 milhão, dinheiro supostamente oriundo de propina recebida pelo marido.

Documento

“Absolvo Cláudia Cordeiro Cruz da imputação do crime de lavagem de dinheiro e de evasão fraudulenta de divisas por falta de prova suficiente de que agiu com dolo”, assinalou Moro.
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  • A Procuradoria da República apontou na denúncia contra Cláudia que a elevada quantia abrigada na conta secreta na Suíça lhe garantia uma vida de esplendor no exterior. O rastreamento de seu cartão de crédito revelou gastos com roupas de grife, sapatos e despesas em restaurante suntuosos de Paris, Roma e Lisboa.
    Na sentença, o juiz listou 13 compras em alguns dos endereços mais famosos do mundo: Prada , Chanel, Louis Vitton e Balenciaga. Segundo o magistrado, ‘gastos de consumo com produto do crime não configuram por si só lavagem de dinheiro’.
    “A acusada teve participação meramente acessória e é bastante plausível a sua alegação de que a gestão financeira da família era de responsabilidade do marido e de que, quanto à conta no exterior, ela tinha presente somente que era titular de um cartão de crédito internacional”, anotou Moro.
    Moro destacou que ‘não há nada de errado nos gastos em si mesmos, mas são eles extravagantes e inconsistentes para ela e para sua família, considerando que o marido era agente público’.
    “Deveria, portanto, a acusada Cláudia Cordeiro Cruz ter percebido que o padrão de vida levado por ela e por seus familiares era inconsistente com as fontes de renda e o cargo público de seu marido”, observou Moro.
    “Embora tal comportamento seja altamente reprovável, ele leva à conclusão de que a acusada Cláudia Cordeiro Cruz foi negligente quanto às fontes de rendimento do marido e quanto aos seus gastos pessoais e da família”, advertiu o juiz da Lava Jato.
    Segundo Moro, a negligência de Cláudia não é ‘suficiente para condená-la por lavagem dinheiro’.
    O magistrado alertou que ‘a absolvição da imputação criminal não impede, porém, eventual responsabilização cível para a devolução do produto do crime gasto de maneira negligente’.
    Esta ação teve origem em contrato de aquisição pela Petrobrás dos direitos de participação na exploração de campo de petróleo na República do Benin, país africano, da Compagnie Beninoise des Hydrocarbures Sarl – CBH. O negócio teria envolvido o pagamento de propina a Cunha de cerca de 1,3 milhão de franços suíços, correspondentes a cerca de US$ 1,5 milhão.
    Segundo o Ministério Público Federal, parcela da propina recebida por Eduardo Cunha no contrato de Benin teria sido repassada à conta secreta na Suíça denominada de Kopek, de titularizada por Cláudia.
    Também eram réus Jorge Luiz Zelada, ex-diretor da Área Internacional da estatal petrolífera, João Augusto Rezende Henriques e Idalecio Oliveira, empresário português proprietário da CBH (Companie Beninoise des Hydrocarbures Sarl).
    Na mesma decisão, Moro condenou Jorge Luiz Zelada por corrupção passiva a seis anos de prisão. Zelada já está condenado em outra ação da Lava Jato.
    Também foi condenado o suposto operador de propinas do PMDB João Augusto Henriques, que pegou sete ano por corrupção e lavagem de dinheiro. Henriques foi absolvido do crime de evasão fraudulenta de divisas.
    O empresário português Idalecio de Castro Rodrigues de Oliveira, apontado como pagador de propina sobre o Campo de Benin, foi absolvido.
    Segundo a denúncia, Cláudia Cruz era ‘a única controladora da conta em nome da offshore Köpek, na Suíça, por meio da qual pagou despesas de cartão de crédito no exterior em montante superior a US$ 1 milhão num prazo de sete anos (2008 a 2014)’. O Ministério Público Federal apontou que o valor de US$ 1 milhão gasto por Cláudia é ‘totalmente incompatível com os salários e o patrimônio lícito de seu marido’. Quase a totalidade do dinheiro depositado na Köpek (99,7%) teve origem nas contas Triumph SP (US$ 1.050.000,00), Netherton (US$ 165 mil) e Orion SP (US$ 60 mil), todas pertencentes a Eduardo Cunha.
    COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA PIERPAOLO BOTTINI
    “A decisão judicial reconhece que Cláudia Cruz não lavou dinheiro nem participou de qualquer ato criminoso. Com isso, fez-se Justiça.”

    Vídeo mostra depredação em ministério

    Andreza Matais - O Estado de São Paulo




    Imagens do circuito interno de TV do Ministério da Cultura, obtida com exclusividade pela Coluna, mostram o momento em que vândalos depredam a entrada de acesso privativo do ministro ao prédio público. Eles colocam fogo no elevador, arremessam os sofás, jogam pedras na câmera de segurança e destroem a portaria. Nas imagens é possível verificar que o grupo invade o local sem ser incomodados pela polícia.
    Uma biblioteca no prédio do ministério que foi recém-reformada e seria inaugurada nos próximos dias, também foi toda destruída e os livros queimados. O Palácio do Planalto pediu aos ministérios que foram depredados que enviem as imagens do circuito interno para que os vândalos possam ser identificados.
    As cenas de vandalismo ocorreram na quarta-feira em meio a protestos contra o governo do presidente Temer e as reformas da Previdência e Trabalhista convocados pelas centrais sindicais.

    Moro absolve Cláudia Cruz

    Ernesto Neves - Veja



    Claudia Cruz, esposa do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
    Cláudia Cruz: absolvida (Pedro Ladeira/Folhapress/Folhapress)
    O juiz Sergio Moro absolveu Cláudia Cruz, mulher do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, em decisão publicada nesta quinta (25).
    Cláudia era acusada de evasão fraudulenta de dividas e lavagem de dinheiro em ação movida pelo Ministério Público Federal.
    Segundo o órgão, ela mantinha US$ 1.061.650,00 no exterior sem declaração, além de um montante de US$ 1,2 milhão que seria a quantia proveniente de lavagem. Esse total, segundo os procuradores, foi transferido de contas de Eduardo Cunha. 
    Segundo Moro, entretanto, há falta de prova suficiente de que Cláudia Cruz agiu  com dolo ao manter contas na Suíça.
    “Absolvo Cláudia Cordeiro Cruz da imputação do crime de lavagem de dinheiro e de evasão fraudulenta de divisas por falta de prova suficiente de que agiu com dolo”, escreveu o magistrado. 
    Eduardo Cunha foi condenado a 15 anos de reclusão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

    Muito dinheiro e pouca fiscalização, diz Castello Branco sobre corrupção em Brasília

    Contas Abertas



    O secretário-geral da Associação Contas Abertas, Gil Castello Branco, falou ao Correio Braziliense, sobre a corrupção que acontece no Distrito Federal. Nesta semana, a política de Brasília ganhou os holofotes nacionais mais uma vez com dois ex-governadores e de um ex-vice-governador do DF. “São muitos recursos e pouca fiscalização”, afirmou.
    Castello Branco acredita que o fato de o governo federal estar situado aqui pode facilitar o acesso a atividades irregulares. "Essa proximidade do poder talvez exacerbe relações promíscuas, fazendo com que, quase que sucessivamente, tenhamos problemas com autoridades dos mais diferentes naipes, senadores, governadores, deputados", avalia.
    Para ele, outra questão é a grande quantidade de recursos disponíveis nos cofres públicos da cidade, o que pode atrair políticos corruptos. "Por causa do fundo constitucional, o DF tem recursos superiores aos de vários municípios e estados. Digo que o corrupto vai aonde o dinheiro está. Há obras gigantescas que praticamente só poderiam ser feitas aqui", aponta.
    Dos primórdios
    Cientista político e professor da Universidade de Brasília, João Paulo Peixoto aponta a maneira como a cidade foi formada como uma das possíveis explicações para a questão. Ele entende que a criação da cidade não trouxe junto uma representação política forte. "Acredito, sim, que é uma consequência do fato de Brasília não ter vocação política. A criação da cidade acabou com a atividade política que havia no Rio de Janeiro e isso não veio para cá", explica.
    Segundo ele, a transferência, da maneira como foi feita, não criou essa representatividade. "Brasília surgiu dentro desse ambiente. Essa imposição é o que está na base disso", analisa.
    Outros especialistas destacam que o pouco tempo de criação da capital e, consequentemente, de atividade política contribui para essa questão. "Brasília é um local onde a democracia é ainda muito recente, por conta disso levou muito tempo para termos uma Câmara Distrital, então o Legislativo demorou a surgir e não cumpre ainda seu papel de maneira efetiva", aponta Gil Castello Branco.
    Cientista político e também professor da UnB, David Fleischer concorda que o fato de a capital ser ainda uma cidade jovem pode de fato ter influência nessas questões. "Essa é uma hipótese que pode ser uma explicação, sim. Até porque outros estados que foram criados recentemente, como Acre e Rondônia, também tiveram problemas com governadores", pensa.
    Pouca fiscalização
    A ineficiência de órgãos fiscalizadores é outro fator apontado pelos especialistas para que o DF enfrente tantos escândalos e denúncias. Gil Castello Branco afirma que tanto a Câmara Legislativa (ela mesma envolvida em inúmeros escândalos) quanto o Tribunal de Contas não conseguem ser efetivos.
    A razão disso seria também a influência política, acredita. "A Câmara (local) é de certa forma imatura e não exerce o papel fiscalizador que deveria. Ela se torna um apêndice do Poder Executivo, numa relação que deveria ser de independência", comenta.
    Ele destaca também que a maior parte das denúncias que acabaram revelando esquemas de corrupção não vieram à tona por iniciativa dos órgãos fiscalizadores. "Há um problema também nos tribunais que se tornam apêndices do Poder Executivo, como a Câmara, porque os ministros e conselheiros são indicados. Isso tira a independência e é algo que precisa ser mudado", acredita.
    A demora no julgamento e na avaliação das contas também é outra questão que torna o problema mais grave. "Até agora, as contas do governo de Agnelo, por exemplo, sequer foram julgadas. Ele foi preso, há diversas suspeitas, mas esse procedimento básico ainda não ocorreu", destaca.
    Para o presidente do Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial), Edson Vismona, a questão também encontra reflexos na população. "Há uma contaminação mútua. Muitos desses políticos foram eleitos depois de escândalos serem constatados. A sociedade precisa estar mais atenta a esses valores, ela não pode aceitar que essas pessoas voltem."
    Vismona acredita que a questão ética está no centro da maioria dos problemas que afligem a política brasileira. "Temos que eleger pessoas sintonizadas com valores éticos. Sem isso não vamos ter uma sociedade desenvolvida. É inadmissível se ter dirigentes, infelizmente em todos os níveis, acreditando que a ética é relativa e que se pode passar por cima desses valores", argumenta.
    Apesar da expressividade dos problemas enfrentados pelo DF, especialistas concordam que a questão é nacional e que aflige todo o país. "Esse é um exemplo do Brasil. Infelizmente não é só Brasília. Temos isso em todos os estados, em todas as capitais. Há uma perversão e uma contaminação horrível na nossa política", aponta Vismona.
    Gil Castello Branco também enfatiza que ocorre uma "contaminação geral" que atinge a todo país. "Estados como Rio de Janeiro e Minas Gerais estão passando por coisas parecidas, não é só um fenômeno brasiliense. Há um processo de degradação política com grande profundidade com raízes pelo Brasil afora", acredita.