sábado, 27 de maio de 2017

Ennio Morricone - Cinema Paradiso

Rodrigo Rocha Loures negocia delação

Gabriel MascarenhasMauricio Lima - Veja\


Deputado Rodrigo Rocha Loures(PMDB-PR) e Michel Temer
Deputado Rodrigo Rocha Loures(PMDB-PR) e Michel Temer (Divulgação/Câmara dos Deputados)

No médio prazo, o destino do presidente está atrelado a outra figura. Rodrigo Rocha Loures, de fato, iniciou negociações para uma delação.
Entre outras revelações, Rocha Loures pode contar sua atuação em favor do Grupo Rodrimar, alvo de buscas da PF, na área de Portos. No governo Dilma, ele usava o nome de Temer para defender interesses dessa empresa.


Cinema Paradiso - Yo-Yo Ma and Chris Botti

Stand By Me | Playing For Change | Song Around The World

O pacto do notório Nelson Jobim contra a Lava Jato

Com O Antagonista

Ao menos um ministro do STF foi consultado para endossar um acordão que contemple o indulto a Lula.
E quem seria um dos emissários do acerto?
Nelson Jobim, claro, "hoje considerado no meio político como um preposto do ex-presidente, embora também cultive uma relação azeitada com o alto tucanato", como descreve a IstoÉ.
"Na última semana, o ex-ministro de FHC, Lula e Dilma esteve cotado nas bolsas de apostas para suceder Temer", mas negou "o vôo solo" porque é sócio do BTG Pactual, "onde investiu grana pesada". "Além de não rasgar dinheiro, Jobim enfrenta resistências internas. Leia-se André Esteves, fundador e controlador do banco."
Mais:
"Até a sexta-feira 26, o PT ainda fazia de tudo para encaixar Nelson Jobim no novo quebra-cabeças da Esplanada. No dia seguinte à negativa de Jobim (...), os petistas fizeram circular a versão de que o homem do BTG poderia ser guindado à Justiça num governo Tasso.
O recado estava dado: o PT até poderia digerir um tucano na Presidência desde que conseguisse controlar a Justiça. Tudo muito bom, tudo muito bem, desde que o motivo não fosse nada republicano. A trama é outra, mas a intenção é a mesma – ou seja, bem rasteira: a de emplacar um aliado na Justiça para salvar a pele de Lula."
Essa gente só pensa em golpear a Lava Jato.

O golpe para salvar Lula, Dilma e Temer, ex-presidentes corruptos

Com O Antagonista



O golpe contra a Lava Jato já está pronto.
De acordo com Alberto Bombig, do Estadão, o plano da ORCRIM é conceder foro privilegiado a ex-presidentes da República, salvando Lula, Dilma Rousseff e Michel Temer do juiz Sergio Moro.

Leia a matéria do Estadão 


"I've Got You Under my Skin" - Chris Botti & Kathrine McPhee

Lava-Jato mira em Gilmar Mendes

Gabriel Mascarenhas e Mauricio Lima - Veja



(./Reprodução)
A varredura a um dos endereços de Aécio Neves em Minas não mirou só no tucano. A Lava-Jato procurava informações sobre Gilmar Mendes.  Os agentes tinham ordens explícitas com o nome do ministro.
No grampo realizado nos números de telefone de Aécio Neves, o ministro Gilmar aparece em conversa com o senador tucano. Os dois falam sobre o projeto de lei sobre o abuso de autoridade.
Na transcrição dos diálogos, Aécio pede ajuda ao ministro para conquistar um voto na comissão do Senado que analisava o projeto.
Aliás, cabe a Gilmar Mendes, mais do que nunca, o destino a curto prazo de Michel Temer. Nada acontecerá no TSE, no dia 6 de junho, que não seja o desejo do ministro do STF.

"Supremo pode prejudicar combate à corrupção", editorial de O Globo

Enquanto o cenário político é tomado pela crise em torno do presidente Michel Temer, desfechada pela delação de Joesley Batista, do JBS, ressurgem ameaças à Lava-Jato, e a qualquer outra operação contra a corrupção. Não são assuntos desconexos — as ameaças e Temer —, porque o novo ataque ao trabalho da força-tarefa de Curitiba pode tirar força do Ministério Público e da Justiça para que levem denunciados a fechar acordos de delação —, sem os quais não se saberia hoje a que ponto chegou a associação de partidos políticos e empresários para desviar dinheiro público de estatais.
O novo risco vem da sugestão feita pelo ministro do Supremo Gilmar Mendes para que a Corte reexamine decisão reafirmada em outubro do ano passado, segundo a qual sentença confirmada em segunda instância pode começar a ser cumprida, enquanto recorre-se a instâncias superiores. Este voto vencedor — por seis a cinco — teve efeito vinculante, ou seja, precisa ser seguido por todos os tribunais.
Naquela ocasião, o ministro Dias Toffoli sugeriu que ainda se pudesse recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em liberdade, no caso de prisão. Ao ter rejeitado o recurso, em terceira instância, aí, sim, passaria a cumprir a pena.
Gilmar Mendes se diz agora convertido à proposta de Toffoli. Isso significa que, colocado o assunto novamente em votação, a tese de permitir mais um recurso aos condenados nas duas primeiras instâncias tem grandes chances de ser vencedora. Confirma-se, infelizmente, que as maquinações contra a Lava-Jato não estão apenas no Congresso, mas se infiltraram no Supremo. Consta, não se deve esquecer, que a possibilidade de prisão na rejeição de recurso na segunda instância teria convencido a cúpula da Odebrecht a fechar o acordo de delação premiada.
Um aspecto grave é que isso ocorre depois dos testemunhos de Joesley Batista que envolvem Michel Temer, a cúpula do PMDB, o presidente do PSDB, Aécio Neves, além de Lula e Dilma Rousseff. As delações da JBS e da Odebrecht atingem o núcleo do poder político, e, por isso, dão rara chance de haver de fato uma limpeza histórica na vida pública — se forem conjugadas a uma reforma política sensata. O Supremo precisa ser firme, ainda mais nesta hora, e não desarmar as primeiras instâncias do Judiciário e o MP nesta luta contra a corrupção, justo quando se aproximam julgamentos-chave na Lava-Jato. Para completar o estrangulamento da Lava-Jato, faltará apenas o relaxamento de prisões preventivas.
Cabe relembrar que um dos objetivos prioritários dos interessados em esvaziar a Lava-Jato tem sido afastar ao máximo a possibilidade de acusados de corrupção serem presos. O assunto foi levantado na conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com peemedebistas de primeira linha — Renan, Jucá, Eunício, Sarney — sobre como parar com as delações. Com o Congresso paralisado pela crise, restou o Supremo.

PSDB e DEM condenam tentativa de adiar julgamento no TSE


Com Agência Globo



Partidos acham que protelar ação contra chapa Dilma-Temer é prejudicial

Parlamentares do PSDB e do DEM — dois dos principais partidos de sustentação da base do presidente Michel Temer — reagiram de forma negativa à tentativa do governo de protelar o julgamento de cassação da chapa presidencial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), previsto para começar no dia 6 de junho. Os partidos desejam uma solução rápida para a crise política em que mergulhou o país desde que foi divulgada a delação da JBS, que tornou Temer alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal
O presidente do DEM, senador José Agripino (RN), afirmou que a protelação não interessa ao país, e destacou que o fato de o Congresso ter funcionado esta semana, com a aprovação de diversas Medidas Provisórias e outros projetos, não significa um gesto dos partidos da base de sustentação em relação ao governo.
— A protelação no TSE não interessa nem ao governo, nem ao país. Ambos precisam de uma definição sobre a crise que estamos vivendo. O trabalho que o Congresso conseguiu exibir esta semana é uma vitória do Poder Legislativo. O Judiciário parou de emitir sentenças? Não. O Judiciário continua a atuar. Por que o Legislativo não continuaria a atuar? Foi um gesto de afirmação do Poder Legislativo. Não é um gesto em relação ao governo — ressalta Agripino.
O relator da reforma trabalhista no Senado, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), diz que, apesar de qualquer movimentação do governo para prolongar um desfecho, a data limite para o partido é 6 de junho.
— Temer vai trabalhar para encontrar uma estratégia jurídica para não deixar o TSE votar dia 6. Mas já há um pacto dentro do PSDB na direção de uma data limite, que é o julgamento do TSE, para ter uma construção do que será o amanhã, o dia seguinte. Se até lá isso for construído e o TSE resolver, bem. Se não, vai ficar absolutamente irreversível a saída do PSDB. A pactuação está feita — destaca Ferraço.

"Apenas um bom começo", editorial do Estadão

Ampla e bem planejada operação policial contra traficantes

 de drogas na Cracolândia, realizada na manhã de domingo

 passado, foi o que há muito se esperava do governo do 

Estado, que partilha com a Prefeitura a responsabilidade



A ampla e bem planejada operação policial contra traficantes de drogas na Cracolândia, realizada na manhã de domingo passado, foi o que há muito se esperava do governo do Estado, que partilha com a Prefeitura a responsabilidade pela solução do problema constituído pela concentração de dependentes no centro da cidade. Ao longo de mais de 20 anos, o problema só se agravou, por causa da falta de determinação das autoridades de atacá-lo como deveriam, com ações mais ousadas, tanto na área policial como na da assistência aos dependentes para ajudá-los a se afastar das drogas.
Participaram da ação 900 policiais civis e militares, com o apoio de dois helicópteros para orientar seus movimentos. A Justiça expediu 69 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão. Dessa vez, a operação policial foi mais efetiva do que espetaculosa – ao contrário das anteriores –, porque precedida por minuciosa investigação, conduzida durante sete meses pelo Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil, que permitiu identificar tanto os traficantes que atuam ali diretamente como os que comandam a distância o crime na Cracolândia, que se transformou num reduto do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Essa preparação permitiu prender 38 traficantes, apreender armas e drogas escondidas em hotéis, pensões e casas comerciais e desmontar 34 barracas onde elas eram vendidas, dia e noite. Entre os presos também estão dois integrantes do PCC – um na Favela do Moinho e outro em Caraguatatuba, no litoral norte – que controlavam o tráfico na Cracolândia. A ação visou as principais vias em que se concentram os dependentes: Alamedas Barão de Piracicaba, Cleveland e Dino Bueno, Rua Helvétia e Avenida Duque de Caxias.
Está certo o governador Geraldo Alckmin quando afirma que esse é um problema que “não se resolve com um estalar de dedos”. Justamente porque é complicado, é de lamentar que se tenha demorado tanto para fazer uma operação bem planejada como essa. Mas antes tarde do que nunca. O que se espera dele agora é que as Polícias Civil e Militar desenvolvam ali uma ação permanente de luta contra o tráfico, pois seria rematada ingenuidade imaginar que o PCC se dará por vencido no primeiro embate. Ações isoladas, apesar do estardalhaço destinado mais a impressionar, produzem apenas resultados passageiros, como mostram as anteriores feitas na Cracolândia.
Da parte do governo municipal, o que se deseja do prefeito João Doria é menos declarações bombásticas e promessas vagas e mais informações precisas sobre o que pretende fazer ali. Desde o início de seu governo, não para de garantir que a Cracolândia vai acabar, o que reafirmou agora: “Enquanto eu for prefeito de São Paulo, a Cracolândia não volta mais a existir. Ali, a partir de agora, é um espaço reconquistado pela cidade. O próximo passo será a derrubada e a implantação de moradias dos programas Casa Paulista e Casa da Família, um Centro Educacional Unificado (CEU), uma creche e uma Unidade Básica de Saúde (UBS)”.
Mas onde está o plano detalhado de Doria para concretizar essa ação ambiciosa? Se ele existe, por que não o divulgou ainda? Se não existe, se tudo não passa de uma ideia vaga, apenas uma boa intenção, o prefeito não deve criar expectativas que só levarão a frustrações. Falta explicar, para citar apenas um exemplo, para onde serão encaminhados os dependentes que não puderem ficar mais na Cracolândia. Não será certamente da noite para o dia que eles, finalmente, aceitarão ou serão levados a aceitar os programas de recuperação. E, se aceitarem, estarão também esses programas – de responsabilidade do governo municipal – prontos para abrigar todos eles?
Fechar a Cracolândia aos dependentes e reurbanizá-la, pura e simplesmente, significa transferi-la para os bairros vizinhos. A solução do problema social está numa colaboração efetiva dos governos municipal e estadual.

"A falácia das ‘diretas já’", editorial do Estadão

Aproveitar-se da convulsão política no País para promover 

alterações constitucionais com vista a favorecer um grupo 

político viola escandalosamente a democracia



Os defensores da antecipação da eleição direta para presidente querem fazer acreditar que somente assim teremos um governo com legitimidade e, portanto, capaz de tirar o País da crise. Essa concepção do voto direto como panaceia dos problemas nacionais se presta a vários propósitos, a maioria inconfessáveis, e nenhum deles efetivamente democrático. Quem apregoa a eleição direta para presidente agora, de afogadilho, ou defende interesses turvos ou é apenas oportunista.
Em primeiro lugar, basta observar quais partidos lideram o esforço para colocar o tema na pauta do Congresso. São em sua maioria siglas que desde sempre se dedicam a questionar a legitimidade e a sabotar qualquer governo democraticamente eleito que não seja integrado por um dos seus. Os notórios PT, PSOL, Rede e PCdoB, entre outros, informaram que vão se reunir na semana que vem para discutir a formação de uma “frente nacional” para defender a antecipação da eleição presidencial direta. A memória nacional está repleta de exemplos de como os petistas e seus filhotes mais radicais jamais aceitaram o resultado das eleições presidenciais que perderam, e provavelmente continuarão a não aceitar caso o vencedor do próximo pleito não seja Lula da Silva ou alguém da patota.
Com Michel Temer na Presidência, a estratégia antidemocrática consiste em infernizar a vida do presidente para que ele renuncie e, ato contínuo, sejam convocadas eleições diretas. Para tanto, apostam na aprovação de alguma das propostas que estão no Congresso com vista a alterar o artigo 81 da Constituição, que determina que, em caso de vacância da Presidência e da Vice-Presidência nos últimos dois anos do mandato, haverá eleição para ambos os cargos “trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei”. Na proposta que está no Senado, torna-se direta a eleição quando ocorrer a vacância nos três primeiros anos.
O casuísmo é tão evidente que custa acreditar que esse tipo de proposta esteja sendo levado a sério e eventualmente avance. Os parlamentares envolvidos nesse esforço usam o especioso argumento, expresso no projeto, de que é preciso “devolver à população brasileira o direito de escolher o presidente da República, por meio de eleições diretas”. Para eles, o atual Congresso, engolfado em escândalos de corrupção, não tem “legitimidade” para fazer essa escolha.
Ora, os atuais congressistas foram eleitos pelo voto direto, o mesmo voto direto que os defensores da antecipação da eleição presidencial direta consideram essencial para conferir legitimidade ao eleito. Michel Temer também foi escolhido em eleições diretas. Estava, como vice, na chapa de Dilma Rousseff à Presidência em 2010 e em 2014. Por quatro vezes – os dois turnos de cada eleição –, cada um de seus eleitores visualizou sua foto e seu nome na urna eletrônica e confirmou o voto. Hoje se encontra no exercício da Presidência em decorrência do estrito cumprimento dos preceitos constitucionais. E, se tiver de deixar o cargo, a Constituição diz claramente como substituí-lo.
Mas os inimigos da democracia só apreciam a Constituição quando esta lhes dá alguma vantagem. Se for um entrave para suas pretensões políticas, então que seja rasgada, sob a alegação aparentemente democrática de que a antecipação da eleição direta “atende aos anseios da sociedade brasileira, sob o eco do histórico grito das ruas a clamar ‘Diretas Já’, nos idos da década de 1980”, como diz o texto da PEC no Senado. A justificativa omite, marotamente, que aquele era um dos componentes do processo de restabelecimento da democracia, na saída do regime militar, ao passo que hoje a democracia está em pleno vigor.
Finalmente, não são apenas eleições diretas que definem um regime democrático, muito menos conferem legitimidade automática aos eleitos. A democracia, em primeiro lugar, se realiza pelo respeito à Constituição, expressão máxima do pacto entre os cidadãos. Aproveitar-se da convulsão política para promover alterações constitucionais com vista a favorecer um grupo político viola escandalosamente esse pacto e, portanto, a própria democracia.

John Coltrane

A cultura de excelência de Jorge Lemann

Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo


Livro conta história da Fundação Estudar, criada 

pelos sócios da Ambev e do Burger King



A Estudar surgiu em 1991 pelas mãos de três dos maiores nomes do capitalismo brasileiro – Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, sócios do fundo 3G Capital, dono da AB Inbev e do Burger King. Hoje, a Estudar concede também bolsa de estudos de graduação e é vista como um centro de difusão da cultura da fundação e das companhias – principalmente da Ambev – comandadas pelo trio. Meritocracia, busca por excelência, senso ético, transparência, trabalho árduo e metas ousadas resumem essa cultura.
“É uma cultura fascinante e da qual o Brasil precisa. Mas não é para toda hora, nem para todos. Ela exige muito. E não é todo mundo que tem disposição para ser protagonista o tempo todo”, diz Cohen, que já foi editor executivo da revista Exame e redator-chefe daÉpoca.
Jorge Paulo Lemann
Meritocracia é difundida por Lemann Foto: Felipe Rau/Estadão
Segundo o autor, Cultura de Excelência se propõe a ajudar quem se identifica com os propósitos da fundação. “A ideia é inspirar pessoas não necessariamente para entrarem (na Fundação), mas para seguirem um caminho. O livro reúne mais que histórias de sucesso, são histórias de batalha.”
No trajeto da estudante Tábata, por exemplo, aparecem dificuldades financeiras, uma dezena de medalhas de olimpíadas de ensino, participações em competições desse gênero na China e na Turquia, além de uma transformação no modo de enxergar o mundo. Quando criança, Tábata tinha uma visão maniqueísta de pobres e ricos – o primeiro grupo sofria e o segundo não dava atenção a isso –, conceito que se modificou ao longo dos anos. “Gosto da mudança de mentalidade que ela teve depois de perceber que há pontes, caminhos e diversas circunstâncias.”
Além da história de bolsistas da fundação (o autor entrevistou 40 dos 617 que já foram beneficiados), o jornalista conta como é o processo de seleção da Estudar. Ele presenciou algumas das entrevistas que selecionam anualmente 30 estudantes entre 60 mil candidatos. “Se você fosse presidente do Brasil, qual a primeira coisa que faria?” foi uma das perguntas que Cohen presenciou. Os que deram respostas certeiras eram, em sua maioria, profissionais e estudantes ambiciosos e obstinados que refletiam a cultura da fundação.
“É uma cultura (da Fundação Estudar) que exige muito. Não é todo mundo que tem disposição para ser protagonista o tempo todo.”
Serviço:
Livro: Cultura da excelência
Autor: David Cohen
Editora: Sextante (208 págs.)
Preço: R$ 39,90

Reformas são o foco das preocupações

Altamiro Silva Jr. e Márcia De Chiara - O Estado de S.Paulo


Para economistas, sem a reforma da Previdência, efeitos

negativos para a economia podem se prolongar para 2018



Para o economista Gesner Oliveira, sócio da consultoria GO Associados, o pior cenário para a economia brasileira este ano seria dado pela interrupção do andamento das reformas e do Programa de Parceria de Investimentos (PPI). Para ele, sem a reforma da Previdência, o País volta à recessão, com recuo de 2% no PIB deste ano. Também poderia engrossar o número de desempregados com mais 2 milhões de trabalhadores.
Nas suas contas, se esse quadro se concretizar, a atividade econômica pode perder cerca de R$ 170 bilhões este ano. Para chegar a esse montante, o cálculo do economista considerou a diferença entre a sua projeção inicial de que o País cresceria 0,6% este ano, num cenário de normalidade, e o risco, agora, de uma nova recessão.
Com a recente turbulência política, Gesner conta que há empresas que voltaram a adiar projetos que estavam sendo desengavetados. Apesar dessa reação inicial das empresas, o economista também considera a possibilidade de um cenário mais favorável. Neste caso, o imbróglio político seria superado nas próximas semanas e o andamento da agenda de reformas, retomado. Ele acredita que seria possível, então, crescer neste ano 0,6% e recuperar as perdas na economia já ocasionadas pela crise política.
Apesar da elevada incerteza, um dos pontos em comum entre os economistas é que a reforma da Previdência ficou mais difícil de ser aprovada. “Ficou claro que essa reforma não vai avançar”, diz o economista Juan Jansen, sócio da 4E consultoria. Ele calcula que a economia pode perder neste ano cerca de R$ 30 bilhões por conta da crise. Essa cifra corresponde a uma revisão de estimativa de crescimento do PIB, de 0,1%, para uma queda de -0,3%. O maior impacto deve ocorrer em 2018: R$ 75 bilhões a menos no crescimento. “O investimento está travado e o consumo também vai sofrer”, prevê Jansen. 
Nesse ambiente, o pior cenário seria a volta da recessão em 2017 e a sua continuidade em 2018, diz o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale. Ele observa que ainda é cedo para falar de números. Mas calcula que as perdas no PIB por conta da crise podem variar de R$ 70 bilhões a R$ 350 bilhões, mas seus cálculos consideram dois anos, 2017 e 2018. “Estávamos no meio de um processo de recuperação e agora este trimestre já está perdido.” 
Corte nos juros. Uma eventual queda mais lenta nos juros por causa da crise atual é um dos fatores que podem prejudicar o PIB do ano que vem, diz a pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, Silvia Matos. A economista ainda está revisando os números, mas acredita que o maior impacto da turbulência política deve recair sobre a economia em 2018. Inicialmente, ela previa expansão de 2,5% a 3% no próximo ano. Agora já considera reduzir o número para 2%. 

Economia do Brasil pode ter perda de até R$ 170 bilhões com a crise política

Altamiro Silva Junior e Márcia De Chiara - O Estado de S.Paulo


crise política foi um balde de água fria para o setor real da economia. Projetos que começavam a ser desengavetados pela retomada da atividade que estava se desenhando voltaram para a gaveta, à espera de qual será o encaminhamento das reformas. Enquanto isso, analistas começam a calcular as prováveis perdas no dia a dia das empresas e nos diversos setores.
Temer
É consenso entre os especialistas ouvidos pelo Broadcast/Estadão que o tamanho do estrago vai depender da duração da turbulência em Brasília Foto: Eduardo Sá/ AFP
Economistas já estão cortando as projeções de crescimento da economia este ano e no próximo. As estimativas preliminares sinalizam perdas para a atividade em 2017 entre R$ 25 bilhões, no cenário mais otimista, e R$ 170 bilhões, no mais pessimista, na comparação com que se esperava antes das denúncias envolvendo o presidente Michel Temer. É consenso entre os especialistas ouvidos pelo Broadcast/Estadão que o tamanho do estrago vai depender da duração da turbulência em Brasília e do desfecho da reforma da Previdência.

Aos olhos dos investidores internacionais, o Brasil ficou mais arriscado, o que pode ser percebido na forte alta nas taxas do CDS (Credit Default Swap), uma espécie de seguro de crédito contra calotes. Esse papel chegou, no pior momento, a subir mais de 30%. Sexta-feira, estava em 240 pontos base, alta de 21% comparado a um dia antes da delação da JBS.

Agências de classificação de risco. A crise também acendeu o sinal de alerta nas agências de classificação de risco. A Standard & Poor’s (S&P) já colocou o País em observação para possível rebaixamento da nota soberana, por causa das “dinâmicas políticas mais estressadas”, que podem afetar as reformas e o PIB. Na sexta-feira, a Moody’s alterou ontem a perspectiva do rating brasileiro de “estável” para “negativa”, indicando que aumentou a chance de a nota ser rebaixada.
Os primeiros impactos da crise apareceram nos indicadores financeiros. Em apenas uma semana, as empresas brasileiras perderam R$ 161 bilhões em valor de mercado, segundo a Economática. Já as companhias com dívidas em dólar viram seus passivos aumentarem em R$ 7,2 bilhões. É claro que estes números podem ser revertidos se a situação se resolver, mas a deterioração do cenário econômico por causa da turbulência política já fez empresas adiarem planos de captação de recursos. A Log Commercial, do setor de logística e controlada pela MRV Engenharia, e a Ser Educacional, por exemplo, desistiram de ofertas de ações. Por sua vez, o IRB Brasil Re decidiu adiar sua aguardada abertura de capital. 
A paralisia nas empresas já sinaliza impacto negativo para o PIB. A LCA Consultores acha pouco provável a manutenção da sua estimativa inicial de um crescimento de 0,9% este ano. O economista Francisco Pessoa Faria acredita que o mais provável é que a crise tenha um impacto de 0,4 ponto porcentual no PIB deste ano, trazendo a expansão para 0,5% e ocasionando perdas de R$ 25 bilhões, em um cenário mais favorável. Em um caso mais adverso e menos factível, a consultoria estima uma retração de 1,1% no PIB, com uma perda de R$ 127 bilhões. “Ainda existe muita fragilidade em todas as projeções, porque a conjuntura é muito incerta”, pondera. 

Investigação vê elo entre JBS e Transpetro

Jamil Chade - O Estado de S.Paulo


A empresa fundada no Panamá, Lunsville International, 

aparece na delação premiada de ex-dirigente da empresa



GENEBRA - A empresa de fachada usada pela JBS para camuflar recursos na Suíça também aparece nas investigações sobre a transferência de dinheiro ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. No ano passado, áudios divulgados de conversas do ex-executivo levaram à queda de Romero Jucá, na época, ministro do Planejamento do governo Michel Temer.
A empresa fundada no Panamá, Lunsville International, era controlada pela JBS e, conforme revelou o Estado, mantinha suas contas no banco Julius Baer como forma de distribuir pagamentos de propinas.
Com base em Zurique, a empresa de fachada usava três contas – em euro, dólar e franco suíço – para fazer as movimentações. Procurado pelo Estado, o nome oferecido pela JBS como o gerente da conta na Suíça, o brasileiro Fernando Marques, não se pronunciou. Entre os documentos apresentados ao Ministério Público, estava um cartão de visitas do gerente de contas.
No caso de Machado, o nome da empresa de fachada também aparece em sua delação premiada. É seu filho, Expedito Machado da Ponte Neto, que explica aos procuradores como seu pai recebia o dinheiro da propina no exterior. Uma das empresas que fazia o depósito era a Lunsville International.
Segundo Expedito Machado, existia uma planilha que ele usava para “prestar contas” a seu pai. Nela, aparecia o nome Lunsville International. Essas transferências teriam ocorrido em 2007 e 2008. O que se busca saber agora é o motivo pelo qual o mesmo nome de empresa aparece tanto no caso da Transpetro como no caso da JBS.
Machado fechou um acordo de delação premiada e indicou que repassou propina a mais de 20 políticos de seis partidos.

Acordão para manter Lula e Temer longe de Moro nasce em Brasília

Alberto Bombig - O Estado de São Paulo


Ideia é de utilizar uma eventual eleição presidencial indireta

 para “anistiar” parte do mundo político e colocar o Congresso

 como contraponto à Lava Jato e ao Ministério Público



Estão em curso em Brasília as tratativas de um acordão que visa a utilizar uma eventual eleição presidencial indireta para “anistiar” parte do mundo político e colocar o Congresso como contraponto à Lava Jato e ao Ministério Público Federal. Os cérebros da trama atuam, sobretudo, no Senado Federal. Na ponta final da maquinação está o compromisso de alterar a Constituição para garantir foro privilegiado a ex-presidentes da República, o que beneficiaria diretamente Lula, Sarney, Collor, Dilma e, eventualmente, Michel Temer, todos alvo de investigações.
O grupo suprapartidário de senadores entende hoje que uma eventual eleição indireta para a Presidência deve seguir o modelo bicameral: aprovação de um candidato pela Câmara a ser referendada posteriormente pelos senadores.
Na prática, isso significaria um peso maior para o voto dos 81 senadores sobre o dos 513 deputados, o que diminuiria drasticamente as chances de Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Câmara, ser eleito para o Planalto. Ciente desse movimento, os apoiadores de Maia sondaram o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), para ser o vice do deputado.
O problema é que os senadores acham que Maia, uma vez eleito presidente da República, não sobreviveria ao que chamam de “jogo baixo da Lava Jato”. Avaliam que a cabeça de Maia se tornaria o troféu a ser apresentado pela longa fila que hoje tenta fazer delação premiada. A gravação feita por Joesley Batista de uma conversa com Temer comprovou, na visão dos senadores implicados na Lava Jato, que o Ministério Público Federal está disposto a tudo para “destruir o mundo político”.
Pelo arranjo dos senadores, Eunício seria, sim, vice, mas de um outro candidato, alguém com coragem suficiente para enfrentar a opinião pública e frear os procuradores e o juiz federal Sérgio Moro.
Para o grupo do Senado Federal, apenas dois nomes entre os colocados até agora como pré-candidatos têm peso e tamanho para a missão: Nelson Jobim e Gilmar Mendes. Só para lembrar: no Senado, são investigados, entre outros, o próprio Eunício, Renan Calheiros (PMDB), Gleisi Hoffmann (PT) e Aécio Neves (PSDB), todos considerados da “elite política da Casa”, como gostam de dizer os parlamentares.
A parte final do acordão inclui a saída do presidente Michel Temer, a ser convencido pelos aliados de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já tem consenso formado pela cassação da chapa e pode até convocar eleições diretas. Para facilitar a renúncia de Temer, o acordo garantiria a ele um indulto (a imunidade penal a ser dada pelo futuro presidente) e a votação da PEC que manteria o foro privilegiado a ex-presidentes, evitando que o caso dele chegue até Moro. Essa PEC também livraria Lula das garras do juiz federal, parte que mais interessa ao PT.
O novo presidente, oriundo do acordão, ainda convocaria uma nova Constituinte e se aprovaria uma reforma mínima da Previdência, para acalmar os mercados e o setor produtivo. A Constituinte instituiria eleições e mandatos a promotores e procuradores, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos. Seria o House of Cards Brazil.

"Saída da eleição indireta só não é mais desastrosa que a direta", por Demétrio Magnoli

Folha de São Paulo


Temer provavelmente descerá a rampa até o solstício de inverno. A saída constitucional da eleição indireta só não é mais desastrosa que a alternativa inconstitucional da eleição direta, pela qual clamam os demagogos.

No Planalto e na Paulista, acalenta-se a ilusão de uma substituição indolor de comando, com a retomada da agenda reformista. Mas, no mundo real, a eleição indireta, por um Congresso desmoralizado, acentuaria a carência de legitimidade popular que envenenou o governo Temer. Sobre os escombros do sistema político, emergiria o Poder Moderador do sistema de justiça (STF, Ministério Público).

O presidente escolhido pelo colégio eleitoral restrito pagaria o voto por um acordo de conciliação da elite política assentado na diluição das reformas econômicas e na sabotagem da Lava Jato. Os contragolpes do sistema de justiça devastariam o pouco que ainda resta do equilíbrio institucional. Atolado em prolongada recessão, o país assistiria ao espetáculo de uma campanha eleitoral permanente, sem reforma política relevante, dominada por pretensos salvadores da pátria.

Já a aprovação de emenda (in)constitucional de eleições diretas antecipadas significaria a ruptura das regras do jogo político, conduzindo-nos de volta aos tempos da "república do jeitinho", vigente no intervalo entre o Estado Novo e o golpe de 1964. Nunca mais, no horizonte previsível, recuperaríamos a crença na estabilidade das regras. Uma prova antecipada do caos resultante é oferecida pela facção dos arautos das diretas que clamam pela eleição imediata de um presidente com mandato de cinco anos.

O presidente escolhido nas urnas, em eleição solteira, numa paisagem de ruínas institucionais e agravamento da crise econômica, só teria duas opções, dependentes de seu perfil: o populismo ou a conciliação. Na primeira hipótese, o Eleito apelaria ao Povo, por cima das instituições, para avançar um programa salvacionista (de "esquerda" ou de "direita"). Na segunda, reunificaria a elite política em desespero e descartaria as reformas para, em nome da Ordem, barrar o caminho à Lava Jato.

Nas circunstâncias atuais, a eleição indireta equivale à transferência do poder real para o sistema de justiça, enquanto a eleição direta abre caminho à aventura da tirania eletiva. A troca do presidente, pela via constitucional ou pela inconstitucional, preserva um Congresso ferido de morte, que se reduziria a uma câmara de conspiração de delinquentes.

Nenhuma delas oferece solução ao problema de fundo: a implosão da Nova República proclamada por Tancredo Neves e consagrada na Constituição de 1988.
Há, porém, um terceiro caminho, que cumpre a regra constitucional (continuidade) e propicia o surgimento de um novo contrato político nacional (ruptura).

O ponto de partida é eleição indireta de um presidente interino, como reza a lei. O ponto de chegada é a eleição direta, em poucos meses, de uma Assembleia Constituinte soberana. Os arautos da eleição presidencial direta argumentam que a devolução do poder ao povo é, sempre, uma ruptura legítima.

A falácia, aí, está no sinal de igualdade que colocam entre poder e presidente, algo típico do autoritarismo populista. Mas o argumento adquire validade quando se trata de uma Constituinte soberana.

O poder emana do povo, não da Odebrecht ou da JBS —e nem mesmo do Supremo, de Janot ou de Moro. Uma Constituinte soberana, originária, não é uma "Constituinte exclusiva" para a reforma política, essa aberração inventada pelo PT. A representação do povo nomearia um governo provisório, enquanto redige o novo contrato nacional, que abrange a ordem política (inclusive o sistema de governo) e a ordem social (inclusive as regras previdenciárias). No lugar de um longo e traumático velório, o caminho da Constituinte promoveria o enterro organizado da Nova República.
*
Juízes estão acima da lei? Quem pune Fachin, que rasgou a Constituição, violando os direitos à privacidade e ao sigilo da fonte de Reinaldo Azevedo?

"O corrupto e o corruptor", por Ruy Castro

Zanone Fraissat/Folhapress
Agentes chegam à sede da Polícia Federal, na Lapa, em São Paulo, com malotes apreendidos em nova fase da operação Lava Jato
Agentes chegam à sede da Polícia Federal em São Paulo com malotes apreendidos na Lava Jato

Folha de São Paulo


Agora que estávamos nos acostumando à figura do corrupto —afinal, há séculos convivemos com ele—, eis que surge um novo animal na floresta: o corruptor. E em alto estilo: enorme, viscoso, tentacular, falando de cifras com que nunca sonhamos e com uma naturalidade que escancara para nós, de repente, toda a nossa inocência.

Com que, então, os milhões e bilhões que só conhecíamos por ouvir falar existem de verdade e não como papéis simbólicos, trocados por bancos e governos. Apesar do volume, são moeda corrente entre pessoas reais e circulam em malas, mochilas, meias e depósitos no Exterior, ou na forma de barcos, joias, sítios, tríplexes, aeroportos. A cada denúncia, os montantes têm sido de tal ordem que nos arriscamos a ficar blasés: "Mas como, tanto barulho por R$ 5 milhões? Ainda se fossem dólares...".

Enfim, se o corrupto não é novidade, nada mais fascinante nos últimos tempos do que nos defrontarmos com o corruptor —o que nos tem sido oferecido à larga pelas gravações da Lava Jato. Desse espetáculo, que supera qualquer reality show, pode-se inferir algo sobre a personalidade de ambos.

O corruptor tem desprezo pelo corrupto. Olha-o de cima para baixo, trata-o pelo primeiro nome ou pelo diminutivo, ignora a liturgia, marca local, dia e hora da visita ou chega sem avisar —claro, se é ele quem paga as contas, presta-se gostosamente aos achaques e compra políticos como se fossem bananas. O corruptor vai às compras com uma longa lista: transferências de fundos públicos, medidas provisórias, primazia em concorrências, isenção de impostos, empréstimos em bancos oficiais. O corrupto avia esses pedidos e, em troca, leva o seu. Mas o ganho do corrupto é pinto se comparado ao do corruptor.

Desprezado pelo corruptor, só resta ao corrupto, em troca, nos desprezar. 

Maria Silvia Bastos desmontou política do covil do PT no BNDES

Pedro Ladeira/Folhapress
Presidente interino, Michel Temer, dá posse à presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques
Presidente interino, Michel Temer, dá posse à presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques

Liberal, novo chefe do BNDES tem sintonia com o setor produtivo

Danilo Verpa - 29.mar.2012/Folhapress
SAO PAULO, SP, 29.03.2012: Dr. Paulo Rabello de Castro durante reuniao com a coordenacao do Movimento Brasil Eficiente que anunciou nesta sexta-feira, em sua primeira reuniao do ano, a adesao do governador Eduardo Campos (PSB-PE) e do publicitario Nizan Guanaes, que cuidara da comunicacao do movimento. O evento ocorreu na Escola de Economia da FGV. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress, PODER)
Paulo Rabello de Castro, que deixa o IBGE para presidir o BNDES

Ladrão número 1 do Brasil, Lula diz que Joesley é bandido

Painel - Folha de São Paulo


O ex-presidente Lula promoveu um encontro com dezenas de juristas, nesta quinta (25), para denunciar o que chama de “Estado de exceção”. Repetiu que se sente perseguido e fez duras críticas à nova estrela da crise política, Joesley Batista, que classificou como “um bandido”. O ex-presidente rechaçou as acusações do dono da JBS e disse que o acordo que Joesley obteve na Justiça é “um escárnio”. Com o ataque, se soma a Michel Temer, até aqui a principal vítima da delação do empresário.
Novos tempos A reunião com advogados e juristas ocorreu em um hotel em SP, a portas fechadas. Todos os convidados deixaram os celulares fora. Os aparelhos receberam uma etiqueta com o nome do dono e só foram devolvidos ao final do ato.
Rir para não chorar Lula disse que os benefícios que Joesley obteve com a delação eram de “provocar risos” e deu pitaco sobre a crise política. “Prefiro perder dez eleições diretas do que ganhar uma indireta”, afirmou.