quinta-feira, 18 de maio de 2017

STF autoriza abertura de inquérito contra Michel Temer

Folha de São Paulo



O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a abertura de inquérito para apurar se o presidente Michel Temer cometeu crime de obstrução à Justiça com base na delação premiada dos irmãos Batista, do grupo JBS.
Os empresários Wesley e Joesley Batista entregaram aos procuradores uma gravação em que Temer dá aval a um pagamento para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do doleiro Lúcio Funaro, informou reportagem do jornal "O Globo". Os dois já estavam presos pela Lava Jato.
Pedro Ladeira - 14.fev.2017/Folhapress
O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato

Temer ouviu de Batista que ele estava pagando a Cunha e Funaro "uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: 'Tem que manter isso, viu?'", de acordo com o jornal.
Segundo a Folha apurou, ainda em abril, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fez consultas ao ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no (STF) Supremo Tribunal Federal, sobre a possibilidade de investigar Temer. (LETÍCIA CASADO, RUBENS VALENTE, TALITA FERNANDES)
Michel Temer foi gravado por Joesley Batista, um dos sócios do frigorífico JBS, em ação conjunta da PF com a Procuradoria. As conversas sugerem seu aval a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB). O Planalto confirmou encontro com Joesley, mas Temer diz que "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio" de Cunha e que não participou nem autorizou qualquer movimento com objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça.


O que sabemos

- STF afasta do cargo o senador Aécio Neves (PSDB), que teria pedido R$ 2 milhões a donos da JBS;

- Procuradoria pediu prisão de Aécio, mas ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, decidiu não enviar o caso para deliberação do plenário do Supremo;

- Irmã de Aécio Neves, Andrea, foi presa em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte (MG);

- Primo de Aécio e Andrea, Frederico Pacheco de Medeiros, foi preso sob suspeita de ter recebido dinheiro do empresário da JBS direcionado a Aécio;

- Divulgação do áudio paralisou a discussão sobre as reformas da Previdência e trabalhista

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