sábado, 15 de julho de 2017

Governo vai leiloar, em blocos, aeroportos de Recife e Cuiabá



Segundo companhias aéreas, por enquanto nada muda - Reprodução



O Globo

O governo decidiu leiloar dois blocos de aeroportos na nova rodada de concessão do setor, segundo autoridades da área. A ideia é testar o novo modelo com um aeroporto do Nordeste, o de Recife (PE), e outro de Mato Grosso (Cuiabá), a fim de puxar a concorrência.

Quem arrematar Recife levará também Campina Grande (PB), Maceió, Aracaju, Juazeiro (CE) e João Pessoa (PB). O vencedor da licitação do aeroporto de Cuiabá terá de assumir também os terminais de Barra do Garças, Alta Floresta, Sinop e Rondonópolis. Os ativos serão incluídos na nova carteira de projetos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), em agosto.

A ideia inicial era lançar mais blocos de aeroportos, mas não há consenso no governo. 

Enquanto os ministérios da Fazenda e do Planejamento querem o fim da Infraero e a privatização pura de todos os terminais, como forma de levantar receitas e acabar com os problemas da estatal (custo com funcionários e falta de dinheiro para investir), outras áreas querem manter a empresa, ainda que em tamanho reduzido, por questões estratégicas.


ESTUDOS PARA AJUDAR INFRAERO

É por isso que Santos Dumont e Congonhas, considerados as duas joias da coroa, ficarão de fora das novas rodadas, por enquanto.

Na tentativa de resolver o problema financeiro da Infraero, que depende do Tesouro Nacional, o governo decidiu que contratará estudos para a venda das participações da estatal nos aeroportos já concedidos, como Guarulhos, Brasília, Viracopos (Campinas), Galeão e Confins (MG). Concedidos ao setor privado na gestão petista, a Infraero permaneceu no negócio, com uma fatia de 49%. Também está decidido que a empresa repassará para a Aeronáutica o serviço de controle de tráfego aéreo (torres de controle e 1.900 funcionários).

Já na última rodada, quando foram licitados os aeroportos de Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis, a estatal ficou de fora dos consórcios. Esta era uma recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU), desde o início do processo de privatização do setor aeroportuário.

Com a entrega dos principais aeroportos do país ao setor privado, a Infraero começou a perder receitas.

Entre 2013 e 2016, a empresa registrou prejuízo acumulado de R$ 7,6 bilhões. Neste ano, o prejuízo está estimado em R$ 751,7 milhões, de acordo com dados da estatal. A Infraero tem 10,8 mil funcionários e administra 56 aeroportos em todo o país.


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