terça-feira, 22 de agosto de 2017

Procuradoria denuncia Jucá na Zelotes. Além dos deputados Alfredo Kaefer (PSL-PR) e Jorge Côrte Real (PTB-PE)

Beatriz Bulla e Fábio Fabrini, Carla Araújo e Tânia Monteiro - O Estado de São Paulo




Romero Jucá. Foto: André Dusek/Estadão
A Procuradoria-Geral da República (PGR) ofereceu denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), nas investigações da Operação Zelotes, segundo o Estado apurou. O inquérito é relatado pelo ministro Ricardo Lewandowski na Corte e tramita em sigilo.
Jucá era investigado, no caso que originou a denúncia, por suposto favorecimento ao Grupo Gerdau em uma medida provisória, em troca de doações eleitorais. Além dele, são investigados no mesmo caso os deputados Alfredo Kaefer (PSL-PR) e Jorge Côrte Real (PTB-PE). Não há detalhe sobre a acusação feita pela PGR, em razão do segredo de Justiça.
A Operação Zelotes detectou indícios de que o senador alterou o texto da MP 627, de 2013, para beneficiar a siderúrgica. Jucá era o relator do texto, que mudava as regras de tributação dos lucros de empresas no exterior. Os deputados apresentaram emendas que beneficiaram o grupo, segundo os investigadores.
E-mails apreendidos pelos investigadores da sede da Gerdau mostraram que a alteração feita na MP foi sugerida pela própria empresa. Os três congressistas e a siderúrgica negam irregularidades.
Jucá se tornou alvo de duas investigações na Zelotes — e foi denunciado pela PGR em uma delas. Os inquéritos começaram a tramitar no ano passado, por autorização de Lewandowski. A denúncia oferecida pela PGR tem como base o resultado da investigação.
Além da Zelotes, o senador é investigado pela PGR por suposto envolvimento no esquema apurado pela Lava Jato e foi um dos nomes citados pelos delatores da Odebrecht.
Lewandowski deve levar a denúncia à 2ª Turma do STF, que pode decidir se aceita a acusação da PGR e torna o senador réu.
COM A PALAVRA, O ADVOGADO ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO, O KAKAY, QUE DEFENDE JUCÁ
Procurado, o advogado do senador, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que o inquérito não apontou indícios de prática de crimes por seu cliente. Segundo ele, a denúncia faz parte de um conjunto de acusações que estão sendo apresentadas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no fim de seu mandato para mostrar resultados. “Tendo a acreditar que isso faz parte da sessão de flechas finais do Janot”, criticou o advogado.
COM A PALAVRA, JUCÁ
O líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR), classificou como ‘um ato de despedida do procurador geral’ a decisão de Rodrigo Janot de oferecer denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra ele, em inquérito relatado pelo ministro Ricardo Lewandowski e que tramita em sigilo. O mandato de Janot termina em 17 de setembro.
“Deixa eu falar uma coisa pra vocês. Eu estou muito tranquilo contra qualquer denúncia e não tenho nenhum temor”, respondeu Jucá, ao sair do Palácio do Planalto.
Depois de avisar que quem fala sobre essas questões jurídicas é seu advogado, Jucá reiterou que espera que o Supremo analise as questões, quando poderá se certificar de que ‘não há nenhum motivo para isso (denúncia)’.
COM A PALAVRA, GERDAU
A Gerdau informou, em nota, que não teve acesso ao conteúdo da denúncia da PGR.  Em relação à MP 627/13, que trata de bitributação de lucros provenientes do exterior, a empresa alegou ter participado, “de forma legítima e em conformidade com a legislação brasileira”, de discussões sobre o tema, “lideradas por entidades de classe e em conjunto com outras empresas de atuação internacional”.
A Gerdau reiterou que “possui rigorosos padrões éticos na condução de seus pleitos junto aos órgãos públicos”. Além disso, reafirmou que “está, como sempre esteve, à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos que vierem a ser solicitados”.

PF atribui propina de R$ 2 milhões da OAS para Agripino na Arena das Dunas


José Agripino. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado



Julia Affonso e Fausto Macedo - O Estado de São Paulo

Relatório da Polícia Federal atribui propina de R$ 2 milhões da OAS ao senador José Agripino (DEM-RN). A PF vê envolvimento do parlamentar e do empreiteiro Léo Pinheiro em irregularidades no financiamento do BNDES destinado a obras na Arena das Dunas, estádio em Natal para a Copa de 2014.
A Polícia Federal concluiu nesta segunda-feira, 21, o inquérito 4141 do Supremo Tribunal Federal, instaurado para apurar eventual participação de recebimento de vantagens indevidas por parte de um senador da República.
Em nota, a PF informou que a investigação apurou a participação do Senador pelo Partido Democratas, José Agripino Maia, ‘na solicitação e recebimento de vantagens indevidas da empresa OAS em troca de seu auxílio político na liberação de recursos de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social -BNDES direcionados à construção da Arena das Dunas, em Natal/RN, no ano de 2013’.

O recebimento das vantagens ilícitas se deu tanto por meio de doações eleitorais oficiais, que foram direcionadas ao diretório, como por meio de repasses em espécie, que transitaram por contas do próprio investigado e também por contas de familiares, entre os anos 2012 a 2014, totalizando a quantia de pelo menos R$ 2 milhões.
A Polícia Federal informou que a investigação baseou-se no resultado da análise de mensagens de texto extraídas do celular de José Adelmário Pinheiro Filho, bem como nas informações colhidas na delação premiada do doleiro Alberto Youssef e do carregador de malas Rafael Angulo Lopez, além do exame de mais de mil páginas de documentos, a inquirição de diversas pessoas, quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico dos investigados.
“Diante dos suficientes indícios de materialidade e autoria, foram então imputadas as condutas de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro ao Senador José Agripino Maia; lavagem de dinheiro a Raimundo Alves Maia Júnior; Corrupção ativa a José Aldemário Pinheiro Filho; além de crime de prevaricação a Carlos Thompson Costa Fernandes – Conselheiro do TCE/RN à época dos fatos”, informou a PF.
COM A PALAVRA, JOSÉ AGRIPINO
“A acusação que me fazem é de ter exercido influência para que o BNDES efetuasse o pagamento de faturas decorrentes de um autofinanciamento contratado pela própria OAS junto ao banco. Tenho certeza de que as investigações vão terminar pela conclusão óbvia: que força teria eu, líder de oposição na época, para liberar dinheiro do BNDES, cidadela impenetrável do PT?”.
Senador José Agripino (RN)
Presidente nacional do Democratas

Professora é agredida com socos após repreender aluno

Narley Resende - ParanáPortal



Reprodução / Facebook
Reprodução / Facebook
Uma professora ficou ferida após ser agredida por um aluno de 15 anos dentro da escola pública em que trabalha em Indaial (SC). Marcia Friggi relatou nesta segunda-feira (21) ter recebido uma sequência de socos depois de ter expulsado o estudante de sala por mau comportamento. O caso aconteceu no Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) da cidade.
Em uma publicação feita no Facebook, Marcia afirma que uma discussão começou depois que ela pediu que o aluno colocasse um livro sobre a mesa. “Eu coloco o livro onde eu bem quiser”, teria sido a resposta do adolescente.
A professora contou que o aluno a xingou e, em seguida, foi expulso de sala. Ao acompanhar o aluno, a professora acabou sendo agredida com uma sequência de socos.
“Estou dilacerada por ter sido agredida fisicamente. Estou dilacerada por saber que não sou a única, talvez não seja a última”, disse.
Ela também divulgou uma sequência de fotos que a mostram com o rosto sangrando logo após a agressão.
A Secretaria de Educação da do município de Indaial, responsável pela escola, informou que está apurando o ocorrido.
Veja o relato na íntegra:
“DILACERADA
Estou dilacerada. Aconteceu assim:
Ele estava com o livro sobre as pernas e eu pedi:
– Coloque seu livro sobre a mesa, por favor.
– Eu coloco o livro onde eu bem quiser.
– As coisas não são assim.
– Ahhh, vai se foder.
– Retire-se por favor.
Ele levantou para sair, mas no caminho jogou o livro na minha cabeça. Não me feriu, mas poderia. Na direção eu contei o que tinha acontecido. Ele retrucou que menti e eu tentei dizer:
– Como, menti? A sala toda viu… Não deu tempo para mais nada. Ele, um menino forte de 15 anos, começou a me agredir. Foi muito rápido, não tive tempo ou possibilidade de defesa. O último soco me jogou na parede.
Estou dilacerada por ter sido agredida fisicamente. Estou dilacera por saber que não sou a única, talvez não seja a última. Estou dilacera por já ter sofrido agressão verbal, por ver meus colegas sofrerem. Estou dilacera porque dilacera porque me sinto em desamparo, como estão desamparados todos os professores brasileiros. Estamos, há anos l, sendo colocados em condição de desamparo pelos governos. A sociedade nos desamparou. A vida…
Lembrei dos professores do Paraná que foram massacrados pela polícia, não teve como não lembrar.
Estou dilacerada pelos meus bons alunos, que são muitos e não merecem nossa ausência.
Estou dilacerada, mas eu me recupero e vou dedicar a minha vida para que NENHUM PROFESSOR BRASILEIRA passe por isso
NUNCA MAIS. (Não sei se cometi erro ao escrever, perdoem. )”



Professora é agredida por aluno após expulsá-lo de sala

(Reprodução/Facebook) - Professora é agredida por aluno de 15 anos após expulsá-lo de sala
(Reprodução/Facebook)

João Carlos Frigério - Massa News


Na tarde desta segunda-feira (21) uma professora da cidade de Indaial, Santa Catarina, escreveu um relato em seu Facebook sobre uma agressão sofrida por ela dentro da escola em que trabalha.
A professora Marcia Friggi ficou ferida após ser agredida dentro da escola por um aluno de 15 anos. Ela relatou ter recebido uma sequência de socos do aluno após expulsá-lo da sala de aula. O incidente foi registrado no Centro de Educação de Jovens e Adultos de Indaial.
Na postagem na rede social ela conta detalhes do incidente. Ela ainda publicou várias fotos que mostram como ela ficou após a agressão.
A assessoria de imprensa da prefeitura de Indaial disse que a Secretaria da Educação está apurando o ocorrido.

Veja aqui o relato da professora


Governo espera arrecadar R$ 20 bilhões com a venda da Eletrobrás

O Globo

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse que a decisão da pasta de propor ao governo federal a privatização da Eletrobras vai dar mais “agilidade” e “capilaridade” à estatal. A União tem 51% das ações ordinárias da empresa (com direito a voto). O ministro explicou que a estatal vai fazer uma emissão de ações, que não serão subscritas pelo governo. Dessa forma, a participação da União na empresa será diluída e o governo perderá o controle da estatal. O ministro estimou em R$ 20 bilhões o potencial de arrecadação com venda, que deve ser concluída em seis meses.

— Nesta proposta, não tem venda de ação da União. A gente vai pegar as usinas, retirar da MP (medida provisória) 579, para isso precisa da lei, para devolvê-las para a Eletrobras. Eles vão pagar pelas usinas com recursos adquiridos com a emissão primária de ações, que vai ser ofertada ao mercado, e a Eletrobras paga à União. Isso dilui a participação da União e a União perde o controle da estatal. Não dá para estimar, é muita grana, em torno de R$ 20 bilhões de arrecadação. Vai ser suficiente para ir ao encontro da necessidade fiscal. É possível concluir esse processo em seis meses — disse Coelho Filho, em entrevista ao GLOBO

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Após pilhagem, Eletrobrás vai à bacia das almas

Com Blog do Josias - UOL


O governo decidiu colocar à venda um pedaço da Eletrobras. Demoroooooooou! Em junho de 2016, já lá se vai mais de um ano, o ministro Fernando Coelho Filho (Minas e Energia) já havia classificado a situação da estatal elétrica como “insustentável”. Estava claro que a companhia teria de vender ações para sair do buraco. O papelório será negociado na bacia das almas, num instante em que a situação fiscal do Estado brasileiro é ruinosa.
Na prática, a privatização já chegou à Eletrobras faz tempo. Negociada no balcão da baixa política, a estatal dedica-se há anos à satisfação dos interesses patrimonialistas do condomínio partidário que dá suporte legislativo ao Planalto. A empresa foi vítima do mesmo complô que levou a Petrobras à breca. Na era petista, sua ruína é obra do PMDB e do PT.
Hoje, a Eletrobras acumula uma dívida de R$ 50 bilhões. Na origem do problema estão três flagelos: a inépcia gerencial, o fisiologismo político e a corrupção. Para complicar, Dilma Rousseff ajudou a afundar a empresa ao impor em 2012 uma redução populista e artificial das contas de luz. Mal comparando, o governo fizera a mesma coisa na Petrobras, ao represar os reajustes dos combustíveis.
Graças à roubalheira, a Eletrobras foi captada pelo radar da Lava Jato. Apenas na construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte detectaram-se propinas de R$ 150 milhões. A cifra veio à luz em delações de executivos da Andrade Gutierrez. A dinheirama foi rachada entre PT e PMDB, metade para cada legenda.
São investigados em inquéritos relacionados à obras de Belo Monte figurões do PMDB: Romero Jucá (RR), Renan Calheiros (AL), Valdir Raupp (RO), Jader Barbalho (PA) e Edison Lobão (MA). A colaboração judicial do ex-senador petista Delcídio Amaral adicionou ao rol de encrencados os ex-ministros Erenice Guerra e Silas Rondeau, do governo Lula, e Antônio Palocci, dos governos Lula e Dilma.
Ironicamente, a Eletrobras é joia de uma área em que Dilma se vangloriava de reinar. Xerife do setor energético desde o primeiro mandato de Lula, madame jamais desapontou os políticos que tratam o público como privado. Em 2004, quando era ministra de Minas e Energia, Dilma fritou um respeitado presidente da Eletrobras, Luis Pinguelli Rosa, para acomodar na poltrona Silas Rondeau, afilhado político de José Sarney.
Em 2005, alçada à Casa Civil nas pegadas da queda do companheiro José Dirceu, Dilma endossou a indicação de Rondeau para substituí-la no comando da pasta de Minas e Energia. Dois anos depois, o afilhado de Sarney foi pilhado pela Polícia Federal na Operação Gautama. Acusado de receber envelope com propina de R$ 100 mil, Rondeau deixou o cargo. Substituiu-o, com o aval de Dilma, Edison Lobão, outro ministro da cota de Sarney.
Em 2010, eleita sucessora de Lula, Dilma manteve Lobão na Esplanada. Trocou-o mais tarde por outro senador do PMDB: Eduardo Braga (AM). Hoje, sob Michel Temer, o ministro é do PSB. Mas a Eletrobras continua sob a área de influência do PMDB do Senado. De modo que a privatização formal da estatal tende a reduzir amoralidade na esfera pública. Com duas vantagens: entrará algum dinheiro nos cofres do Tesouro. E os serviços tendem a melhorar.

Clubes brasileiros têm pior aproveitamento comercial do que grandes europeus

Rodrigo Campelo - Epoca

Real Madrid vence o Barcelona na Supercopa da Espanha. Os dois times estão entre os mais ricos do mundo (Foto: Getty Images)


O futebol brasileiro tem uma capacidade de investimento várias vezes menor do que o europeu, você sabe, por um punhado de motivos: o câmbio nos desfavorece, a economia vai mal há anos. Mas a diferença poderia ser menor. Uma comparação feita pelo Itaú BBA, liderado pelo economista Cesar Grafietti, com o apoio de ÉPOCA, indica que os clubes brasileiros têm o pior "aproveitamento" na arrecadação a partir do mercado publicitário entre as principais ligas do mundo – Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália.
O cálculo leva em consideração dois dados distintos. O primeiro, apurado por empresas de pesquisa como o Ibope/Kantar, mede quanto dinheiro empresas gastam com publicidade no país inteiro durante um ano. Isso inclui a propaganda na televisão, no outdoor, na internet... e nas camisas de times de futebol. O segundo dado mostra quanto os clubes arrecadam com seus departamentos comerciais, primordialmente com os patrocínios de camisa, extraído pelo Itaú BBA e por ÉPOCA dos balanços financeiros das equipes.
O Brasil tem o pior aproveitamento nessa comparação: só 0,6% do valor movimentado pelo mercado publicitário vai parar nas contas bancárias dos times da primeira divisão. É meio óbvio que Corinthians, Flamengo e demais brasileiros consigam menos dinheiro do que Real Madrid e Barcelona. Mas estamos atrás até dos franceses, que, a despeito do zum-zum-zum gerado pela recente contratação de Neymar pelo Paris Saint-Germain, não têm uma liga vistosa. Perdemos em valores brutos e também proporcionalmente.
O paralelo dá sinais do potencial desperdiçado pelo futebol brasileiro. Enquanto nossa primeira divisão arrecada menos do que nos cinco países europeus, nosso mercado publicitário é maior até do que o inglês, uma superioridade que se explica por questões geográficas, demográficas e culturais. "Somos mais parecidos com os americanos. Não tem muito a ver com o tamanho da economia, e sim com o perfil de consumo: população jovem, economia em desenvolvimento, redução gradual da pobreza", explica Grafietti. Num mercado que movimenta mais dinheiro com publicidade, seria lógico crer que os clubes tivessem mais receitas comerciais, e não menos.
Há mais de uma explicação para termos ficado para trás. A gestão dos clubes não inspira a confiança das empresas, o patrocínio ainda é tratado como mera exposição de marca na TV, em vez de meio para criar vínculos entre marcas e torcedores, mas o principal motivo está ligado ao alcance dos clubes. Os grandes europeus fizeram de seus clubes negócios globais. Na Supercopa da Espanha, disputada por Real e Barça, os madrilenhos estamparam na camisa a marca da Fly Emirates, companhia aérea dos Emirados Árabes, e os catalães levaram no peito a Rakuten, empresa de eletrônicos do Japão. Ambas os patrocinam não apenas pelo mercado espanhol, mas por todos os países no mundo em que há televisões ligadas no confronto.
Investimento publicitário versus receitas do futebol com publicidade (Foto: ÉPOCA)
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